Crédito: Reprodução TennisActu
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: ‘Nunca imaginei alcançar tanto no tênis'

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ós ser superado na estreia de Roland Garros e receber uma emotiva homenagem marcando sua última vez jogando o torneio em que foi campeão em 2015, Stan Wawrinka concedeu entrevista coletiva emocionado, falou de uma carreira sem arrependimentos e feliz.

“Sempre me surpreendo com tanto carinho e apoio que recebo de outros , fãs e torneios em geral. Estou no circuito há mais de 20 anos. Quando era jovem, meu sonho era ser tenista profissional, estar entre os 100 melhores, ter a oportunidade de jogar nesses torneios, mas nunca imaginei alcançar tanto no tênis”, contou ele ao comentar o apoio do público francês.

“Embora nunca tenha me imposto limites, sempre quis mais. Sempre entro em quadra buscando mais, para me aprimorar, para superar meus próprios limites e encontrar meu próprio caminho para alcançá-los, então estou feliz e orgulhoso do que conquistei ao longo de todos esses anos. Hoje foi muito difícil; nunca é fácil dizer a algo que você ama tanto e ao qual dedica toda a sua vida”, completou ele que mais adiante na conversa confessou que nunca sonhou em ser número 1 do mundo ou campeão de Grand Slam.

“Sempre dei o meu melhor na minha carreira para evitar arrependimentos, embora sempre possa encontrar um ou outro pequeno arrependimento. Acho que quando cheguei ao circuito profissional e o Roger (Federer) estava lá, vi isso como uma grande oportunidade, uma oportunidade real como jovem tenista suíço, de poder compartilhar a quadra, os treinos, trocar conhecimentos e aprender com o melhor “, declarou ele que em muitos momentos foi descrito de maneira maldosa como “a sombra de Federer”.

“Federer era o número 1, já estava no topo, e então surgiu a oportunidade de jogar na Copa Davis, de jogar nos Jogos Olímpicos — graças a ele, também tenho uma medalha de ouro olímpica. Em geral, sou uma pessoa muito positiva, então sempre vejo o lado bom de tudo. Para mim, foi uma oportunidade incrível poder entrar no circuito profissional e passar 20 anos com o Roger”, completou ele que venceu o ouro olímpico nos jogos de 2008 ao lado do compatriota e dividiu a titularidade do único título suíço na Copa Davis em 2014 ao derrotar a França em casa jogando em Lille.

Stan Wawrinka também falou da imagem que projetou como atleta e conquistou o carinho e o respeito dos profissionais do tênis mundo afora, dos colegas e do público.

“Fico feliz em ouvir essas coisas; é assim que eu sou. Sempre fui honesto com todos e, no geral, sou uma boa pessoa. Sempre tentei compartilhar isso com os outros e tive a sorte de jogar tênis por 25 anos. Tive muita sorte porque sou apaixonado por esse e sempre tentei transmitir esta mensagem: com paixão, trabalho duro e determinação, consegui alcançar que você jamais imaginaria quando criança”, iniciou ele.

“Ser tenista é algo especial; todos nos conhecemos, treinamos juntos, mas também somos Então, você precisa encontrar ou entender os limites — quero dizer, as emoções que você pode ter com alguns colegas de equipe, amigos e outros jogadores. Mas sempre fui daqueles que dizem: ‘ Ok, vamos treinar juntos, nos encontraremos algumas vezes‘. O melhor é que não queremos que as coisas terminem em rivalidades, e também não queremos nenhum ódio. Podemos jogar por 25 anos e nos dar com quase todo mundo”, pontuou ele.

Relação de amor com Roland Garros

Wawrinka foi questionado se Roland Garros tinha sido um dos torneios mais importantes de sua carreira e por isso a despedida muito , e ele destacou: “Está entre os mais sim, e por muitos motivos, não só por causa de 2015, mas também porque é o único torneio que já joguei e venci”.

“Eu cresci assistindo a Roland Garros; sou da Suíça, do lado francês, e meu sonho naquela época do ano era chegar da escola, ligar a TV e assistir a noite toda, o dia todo, até tarde. Quando criança, eu adorava, então naquela época eu assistia à Armada Espanhola; eles eram jogadores incríveis. Cresci jogando no saibro; até 2003 ou 2004, eu só jogava torneios em quadra de saibro o ano todo porque também jogava muito na Espanha. Então, claro, para mim, Roland Garros sempre será de outros torneios”, completou.

Campeão do Australian e também do US Open, Stan Wawrinka segue competindo no circuito até o fim da temporada 2026.

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