O italiano Matteo Berrettini não escondeu a tristeza e a frustração de ter de abandonar sua partida de quartas de final em Roland Garros, quando perdia do compatriota Matteo Arnaldi por 7/5 5/2. Berrettini desabafou com os jornalistas em Paris.
Berrettini abriu a coletiva de imprensa contando que sentiu um desconforto que foi aumentando, então ele decidiu pedir o atendimento médico e depois percebeu que com a dor aumentando e sem conseguir identificar mesmo o problema, decidiu abandonar.
Ao ser questionado em como tomou a decisão, ele fez um desabafo: “Foi muito difícil porque achei que não era a coisa certa a fazer, mas principalmente porque já fiz isso muitas vezes e estou cansado de desistir“.
“Eu não queria que o torneio terminasse assim. Eu só queria terminar minha partida, perder… ganhar… obviamente era importante, mas é uma sensação diferente quando você chega em casa e pensa no que poderia ter feito melhor se tivesse perdido a partida dessa forma. Sinto que me foi tirada a chance de jogar até o último ponto, de tentar. É um pouco o que aconteceu nos últimos anos”, seguiu com clara frustração na voz.
“Mas tenho que aproveitar as coisas boas que fiz neste torneio. Algumas semanas, alguns dias atrás, seria loucura me ver nas quartas de final. Vou tentar voltar para casa com um sorriso no rosto. Vai ser difícil, mas é assim que quero encarar essas duas semanas. Claro que estou decepcionado. Estou triste, mas também estou orgulhoso da maneira como lutei neste torneio”, concluiu.
Berrettini foi questionado se tinha ideia do problema e em qual parte do corpo ele sentiu, já que tanto pareceu ser perna ou quadril durante o jogo, ele contou: “É definitivamente o quadril. Não sei exatamente o que é. Espero que os exames sejam claros e que possam me dizer o que eu tenho. Nunca tive nada parecido. Tive problemas com o meu quadril direito no final de 2019, início de 2020,mas era um tipo diferente de dor”, contou.
O italiano seguiu comentando que é parte do esporte individual ter que lidar com coisas assim e tomar as decisões: “Mesmo sendo obviamente um grande palco, sou a última pessoa que quer se retirar. Estou muito cansada disso. Simplesmente não quero fazer isso, mas às vezes é preciso. Muitos jogadores já fizeram isso no passado, e é a pior sensação do mundo. Mas é a coisa certa a fazer, porque não é o último torneio que vou jogar na minha vida e tenho que pensar no meu futuro. Preciso pensar na minha recuperação”.









