Crédito: Divulgação Instagram Swiatek
Crédito: Divulgação Instagram Swiatek

Swiatek faz profunda reflexão de trabalho com ex-técnico de Nadal

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Iga Swiatek, número nove do mundo e que encerrou mais cedo sua temporada por lesão, sua pior desde o início da década, fez uma profunda reflexão sobre seu trabalho com o treinador Francisco Roig, que trabalhou com Rafael Nadal. Os dois iniciaram a colaboração este ano na academia de Rafa, em Manacor, na Espanha.

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“Quando você escolhe um treinador, precisa ter certa confiança, porque nunca dá para saber 100% se ele será a pessoa certa para você. Acredito que, depois de alguns meses, começa a ficar claro qual é a ideia de jogo dele. Nós já tínhamos conversado antes de nos conhecermos pessoalmente, e gostei da visão que ele apresentou.”

“Eu também já tinha ouvido muitas coisas boas sobre o Francis, o que me ajudou a entender um pouco melhor como ele é como pessoa. Desde o início, ele se mostrou disposto a se dedicar ao máximo: queria começar a viajar comigo para muitos torneios e tinha clareza sobre o que precisava ser feito para me ajudar a transformar meu jogo e adaptá-lo ao que eu buscava. Isso me agradou muito.”

“Quando um treinador está tão comprometido, fica mais fácil para a jogadora confiar nele e ter a coragem de implementar mudanças no seu jogo — mesmo que, no começo, elas não surjam de forma natural. Estou muito feliz por estarmos trabalhando juntos. Acho que tudo está caminhando muito bem.”

A jogadora aponta aspectos para sua evolução a partir da próxima temporada, em 2027: “É verdade que trabalhei com vários treinadores em um curto período — inclusive com outros ao longo do ano passado e deste ano, antes de começar com o Francis. Cada um tem sua própria visão e sua forma de entender o tênis, mas o desenvolvimento do meu jogo é um processo mais amplo. Isso também traz uma certa tranquilidade, pois, mesmo que as coisas não saiam bem em uma determinada semana, você sabe que o trabalho está sendo feito com uma perspectiva de longo prazo.”

“Tenho muita clareza sobre os aspectos que preciso melhorar. Sempre foram o saque e, talvez, o jogo de voleio, além de subir um pouco mais à rede. Mas tudo leva tempo.”

“No tênis, não é fácil implementar muitas mudanças e evoluir constantemente, porque, durante grande parte da temporada, é preciso focar na adaptação às condições de cada local. Não temos longos períodos de preparação, como acontece em outros esportes, onde é possível ter dois ou três meses de pré-temporada. Para nós, é mais complicado.” “Acredito que esses são os aspectos mais evidentes que preciso melhorar, mas a realidade é que, a cada mês, surgem pequenos detalhes que é preciso ajustar. Trata-se de continuar evoluindo como tenista e, ao mesmo tempo, estar preparado para competir no próximo torneio e ter o melhor desempenho possível no momento atual.”

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