Terminou Roland Garros. Um Grand Slam com muitas surpresas, mas espetacular em histórias e em jogos. Vários duelos de cinco sets com drama, emoção, jovens como João Fonseca, Jakub Mensik e Rafael Jodar brilhando, Maja Chwaslinka e sua chegada inesperada na final, encantando a todos pela resiliência e o modo de ser.
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Alexander Zverev levou a taça no masculino.
Independente de não ter enfrentado um dos grandes do tênis atual, Zverev cumpriu seu papel, suportou a pressão e pôde comemorar, com efusividade merecida a chegada de seu primeiro Major.
É uma conquista que nos leva a ensinamentos. O maior é de cumprir nossos sonhos e desejos independente do tempo que leve e quanto a vida lhe dê tapas seja por sua própria culpa ou pelo destino. Ser persistente e saber levantar por mais que tantas vezes esteja caindo.
A conquista veio como forma de destino. Justo no palco onde sofreu sua maior lesão rompendo ligamentos naquela semifinal em 2022 contra Rafael Nadal onde tinha tudo para causar uma surpresa (vinha jogando muito bem) e dois anos depois teve sua segunda frustração com o vice contra Alcaraz em cinco sets.
As estrelas conspiraram a seu favor. Alcaraz lesionado, Jannik Sinner com problemas físicos, Djokovic saindo do caminho e final contra Flávio Cobolli, ótimo tenista, mas que ainda não estava pronto para vencer um Slam.
O dia da redenção chegou. Zverev não tem culpa que os outros não chegaram seja por N motivos. Foi lá, jogou sólido e ganhou.
Roger Federer também venceu seu único Roland Garros em 2009 sem enfrentar seu maior algoz no torneio Rafael Nadal (eliminado por Robin Soderling nas oitavas) e não há nenhum demérito nisso.
Stan Wawrinka demorou bastante para cumprir seu potencial e enfileirou três Majors em anos consecutivos.
João Fonseca pode vir a sofrer dessas questões. Ele sofre muita pressão não só aqui no Brasil, mas Mundial, algo difícil de lidar e que vira e mexe vemos que afeta seu desempenho quando joga como favorito e com a responsabilidade.
Por isso é preciso calma, paciência e persistência no trabalho. Uma hora a vez chega.
E quem sabe não possa ser a virada de chave do alemão ? Se ele já é muito perigoso, pode ficar ainda mais agora nos Majors principalmente com as feras na chave.
A temporada ainda está na metade e pode ficar ainda mais interessante. Enquanto isso os jovens ganham experiência e também aos poucos chegam para a briga. Inclusive nosso João.









