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Nadal faz confissão: ‘Senti dores minha carreira toda’

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O espanhol Rafael Nadal concedeu uma entrevista ao The Atheltic para recordar um pouco de sua brilhante carreira no tênis e a vida após a aposentadoria, temas que são objeto de um novo livro sobre o espanhol.

“Eu me aposentei há apenas dois anos, mas parece que já se passou uma outra vida desde que eu jogava tênis. Quase me esqueço de que fui tenista. A vida segue em frente”, contou o espanhol, que tem dedicado tempo à família e suas empresas, em especial à sua academia de tênis que está em expansão e em breve terá sua unidade no Brasil.

Nadal revela profunda gratidão a tudo o que pode viver graças ao tênis e se diz afortunado por ter tido apoio da família e dos amigos e por ter construído tantas memórias dos altos e baixos típicos da vida esportiva. “Passei por todas essas dificuldades ao longo dos anos, ao mesmo tempo em que alcançava sucessos e vivia experiências extraordinárias, mas também atravessava momentos tristes e difíceis. Ainda assim, mantive sempre o mesmo espírito e continuei cercado pela mesma equipe”, recorda.

Mesmo vivendo uma vida bem diferente do atleta vencedor que foi, Nadal afirma que o essencial segue o mesmo: “Minha família sempre esteve ao meu lado. Mantenho os mesmos amigos desde pequeno e nunca me afastei do lugar onde nasci, Maiorca. Portanto, de certa forma, vivenciei muitas coisas nos âmbitos emocional e esportivo, mas minha vida pessoal nunca mudou muito”.

A carreira vencedora com 209 semanas como número 1, 1080 vitórias e 228 derrotas em nível ATP, 92 títulos, dos quais 22 são Grand Slams, sempre esteve na berlinda por conta dos problemas físicos do espanhol que somou 14 diferentes lesões ao longo da carreira:

“O tempo todo, tive sempre em mente que poderia estar vivendo meu último ano no circuito. Não diria que sentia medo, mas sabia que essa possibilidade existia”, confessou Nadal. “A única coisa positiva que tirei de todas as lesões é que pude aproveitar mais e valorizar ainda mais os grandes momentos. Mas vivi toda a minha carreira no tênis com dor. No meu dia a dia, sofria demais”, relatou.

Nadal pontua que o fato de ter sempre tido que lidar com lesões, fazia com que ele sempre agarrasse as oportunidades que tinha de jogar, mas afirma categoricamente que não sente falta de viver isso.

“Meu corpo estava acabado, para ser sincero. Eu jogava com limitações demais, então isso me permitiu encerrar a carreira em paz. Existem muitas coisas mais importantes do que o tênis ou o esporte. Mas a adrenalina e aquela sensação especial que o esporte proporciona são algo difícil de encontrar fora dele. Tive muitas dificuldades para caminhar durante um mês, voltou a comentar.

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