Em entrevista à rádio espanhola RNE por ocasião do anúncio de sua série na Netflix, Rafael Nadal, ex-número 1 do mundo e dono de 22 títulos do Grand Slam, falou um pouco mais sobre a lesão de Carlos Alcaraz e indica se tratar de uma ruptura.
“Ele tem bastante experiência, não é mais um novato no circuito. Ele sabe que imprevistos acontecem. Obviamente, é um grande golpe que isso tenha acontecido com ele. Nessa época – mesmo ele é um jogador muito completo que vence em todos os lugares – mas acho que onde ele tem o maior potencial para fazer a diferença, na minha opinião, é no saibro”, iniciou Nadal em referência ao fato de que a lesão no punho de Alcaraz tirou o jogador das disputas do ATP de BArcelona, os Masters de MAdri e Roma, além de Roland Garros, em que é o atual campeão.
“Acho que é difícil, mas ele ainda é muito jovem. Coisas que hoje vemos como uma grande tragédia, quando colocadas em perspectiva, parecem diferentes, e acho que, felizmente, é uma lesão que não será crônica. Acho que ele tomou as decisões certas, levando em conta que ele é muito jovem, que tem toda uma carreira pela frente”, iniciou Nadal deixando claro que sabe qual é o exato problema do jovem, que evitou falar na lesão e que seu entorno afirma se tratar de uma tendinite.
“Ele está fazendo o tratamento necessário porque é algo que conheço bem, porque eu já rompi o pulso duas vezes, o que é o problema que ele tem com o pulso. Bem, sim, conversei com ele quando aconteceu, e é isso: o que conversamos fica entre nós”, finalizou.
Em toda a sua carreira, Rafael Nadal teve publicamente duas lesões de punho. A primeira em 2014 é conhecida como “punho de tenista”, é uma lesão que trata de desinserção da bainha e o tendão extensor ulnar. É uma espécie de escape do tendão do lugar provocando uma grande luxação e fortes dores. Apesar de relativamente comum, não é uma lesão crônica.
A outra lesão de punho de Nadal se deu em 2016 em que os tendões da região no braço esquerdo do ex-tenista inflamaram a tal ponto de chegar próximo a uma ruptura total. Na ocasião, Nadal também ficou fora de Roland Garros e Wimbledon, como Alcaraz nesta temporada, e precisou tomar infiltrações para disputar a Olimpíada no Rio de Janeiro, onde foi ouro nas duplas.









