Rafael Jodar será o adversário de João Fonseca na terceira rodada do Masters 1000 de Madri, na Espanha. Se por um lado o brasileiro se livrou de um top 10, tipo de tenista que vem sendo uma pedra no sapato do brasileiro ultimamente, por outro terá uma vida bem complicada.
Jodar vem demonstrando um jogo bem agressivo e confiante. São dez vitórias em onze jogos no saibro, seus onze primeiros nível ATP no saibro superando a paridade de vitórias de derrotas até de Rafael Nadal (seis vitórias em dez jogos)
Sua atuação nesta sexta-feira contra Alex De Minaur foi algo impressionante. Se no Rio Open, João Fonseca joga no quintal de casa, a poucos quilômetros da residência, Jodar jogar em Madri a 12km de sua casa e mostrou que não vem sentindo qualquer tipo de pressão, jogando livre e sem nada a perder.
A má notícia para João é que Jodar novamente poderá entrar como franco-atirador. Jogador pior ranqueado, em ascensão, livre da responsabilidade, cheio de convicção e com boa parte da torcida a favor. Enquanto isso, o brasileiro chega com o benefício do descanso, mas sem ritmo das condições do torneio, sem as referências da quadra que será obviamente a central.
Eu não daria favoritismo para ninguém. Colocaria 50 a 50. Tivesse o brasileiro ganho de Cilic normal em dois sets, como era o esperado, talvez a maior experiência do carioca desse um leve favoritismo. Mas não é o caso.
É uma ‘estreia' bastante perigosa para João e muito indigesta. Se passar, o caminho é atrativo para as quartas. Seu pequeno freguês Rinderknech ou Vit Kopriva. Nada mal para uma quarta rodada de um Masters.
Fonseca terá que entrar muito firme e atento sobretudo nos games de saque.
Outro aspecto importante. Se ganha do João, o hype que era todo em cima do brasileiro pode começar a mudar de foco e ir em cima do espanhol. Já começa a se falar dos feitos precoces dele.









