O grego Stefanos Tsitsipas conversou com os jornalistas após ver Alexander Muller desistir do duelo de primeira rodada em Roland Garros ainda no segundo set com lesão e falou do retorno à principal quadra do complexo e exaltou Jannik Sinner.
“Eu amo jogar em quadra como a Philippe Chatrier. Eu tenho muitas memórias jogando e ganhei muitas vezes lá. Eu acho que é um pouco normal quando você não está no mais alto do ranking te coloquem em quadras menores, onde você não está acostumado a jogar”, iniciou ele.
“Eu tive essa experiência ano passado, joguei na quadra, não lembro direito, oito ou sete, e eu nem sabia onde era. Mas, isso vem com o ranking, eu tenho de vencer e ir bem nos torneios se eu quiser jogar nas melhores quadras do mundo. Se eu não entrega esses resultados, meu ranking cai e eu tenho de começar lutando mais uma vez, construindo meu caminho“
Perguntado se o maior espaço disponível na Philippe Chatrier em detrimento das demais ajudava em seu jogo, o grego concordou: “Eu faço uso desse espaço para o meu jogo, especialmente na devolução de saque. Você sente como se a quadra fosse maior, mesmo não sendo [as medidas permanecem as mesmas e oficiais do esporte] e parece que há mais espaço para jogar na quadra quando há esse maior recuo de saibro [espaço]. Não sinto tanto no saque, mas quando eu jogo em quadra menor, a gente meio que é induzido a ficar mais perto da linha de base e a performance fica muito no saque, porque as coisas parecem esprimidas. Realmente dá uma ilusão ótica quando você está jogando”, explicou.
Um repórter italiano lembrou Tsistipassobre a vitória que teve diante de Jannik Sinner no Australian Open 2022, que foi um momento em que o jovem italiano percebeu que precisa alterar e melhorar pontos do seu jogo trazendo muita variação e foi questionado se naquele momento pensou que o rival evoluiria tanto e o quanto sua busca por melhora poderia ser exemplo aos demais.
“Naquele momento em particular, se você me dissesse que ele seria tão bom como é agora, era difícil de imaginar”, confessou Tsitsipas, mas destacando: “Ele jogou um ótimo tênis naquele dia, naquela época, mas o jogo dele não tinha tanta estrutura quanto tem agora. Claro que ele está tendo muito mais variações em seu jogo. Do que eu me lembro daquela época, o forehand dele não era um destaque e hoje é muito bom. Dificilmente se encontra alguma fraqueza no jogo dele, e é isso que dificulta para a maioria de nós quando jogamos contra ele. Ele saca com muita agressividade, e quando eu joguei contra ele, não lembro de sacar tão bem. Ele achou um ponto, não é um saque pesado em alta velocidade, mas ele encontra o ponto certo, especialmente em momentos de tensão, sempre tem alta porcentagem de saque, o que dá a ele grande margem”.
“É inspirador o que Jannik tem feito, porque nos mostra que há potencial para todo mundo melhorar seu jogo e fazer algo a mais do que se imagina que se pode”, exaltou o exemplo do italiano.
Para o grego, sempre é possível chegar em um ponto alto do seu tênis e achar que aquilo é o mais próximo do seu melhor tênis, entretanto, segundo reflexões que ele afirma ter feito: ” versão que eu achava que era o meu melhor no passado, não é o que eu tenho colocado em quadra hoje”. Segundo Tsitsipas, isso é um alívio de certa maneira: “Você não tem de se colocar um limite, você sempre aumenta um pouco o limite. É como o recorde mundial [dos 50 metros do atletismo], sempre tem algum que virá alguns milésimos de segundos mais rápido e quebrar o recorde mundial”, exemplificou.









