Em meio às notícias ruins, precisamos nos dar conta de uma coisa muito importante, aplaudir a atitude de João Fonseca. De pé. Iniciar a temporada com lesão, perder os dois primeiros torneios, levantar dúvidas e o brasileiro deu a cara à tapa na coletiva de imprensa.
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O carioca não escondeu ou minimizou o problema. Falou sobre o problema. Revelou o problema. E o mais importante. Que terá que conviver com ele.
Sim, as notícias não são boas, é um banho gelado para o torcedor – sim, nós jornalistas brasileiros de tênis torcemos muito por ele não só pelo tênis que joga, mas pelo caráter e sua humildade – e como afirmei no começo da semana, via um pouco de preocupação pelo cenário. Desistir de uma Copa Davis importante com um mês de antecedência não era pura e simples apenas opção de calendário. Era um prenúncio que algo não estava bom.
São dores crônicas, recorrentes que voltaram e estão atrapalhando o brasileiro. Que o fizeram abortar da última semana o término do ano em 2025, abortar as duas primeiras de 2026 sem nem sequer ter feito um jogo oficial (não joga oficialmente desde o final de outubro).
João comentou na entrevista que já tem um problema crônico de pequeno, que vira e mexe as dores voltam e precisa lidar com isso. E que teve uma fratura por estresse há cinco anos.
Aplausos para o brasileiro. Não tentou driblar ou enganar a mídia. Jogou limpo, claro. Ganha pontos com isso e a torcida ainda maior para cure ou conviva da melhor forma.
Sem querer comparar, mas já comparando. Nadal é Nadal, mas quando surgiu tinha uma lesão crônica no pé que o acompanhou por boa parte da carreira. Moldou seu calçado para amenizar o problema. Teve que conviver com ela e teve o sucesso que teve. Serve como exemplo de resiliência para João buscar as soluções para atingir seu máximo potencial na carreira
E agora no horizonte próximo teremos o Australian Open que começa em oito dias. Será que vale à pena arriscar ? Na minha concepção será bem difícil o brasileiro jogar. Não é informação, não estou lá vendo os treinos ou convivendo com ele. É um mero palpite vendo o cenário, as declamações e a falta de ritmo que ele entrará se optar por jogar.
Sim é um Grand Slam e o máximo é feito para disputar esse tipo de torneio. Mas são jogos desgastantes de cinco sets e é um perigo poder agravar um problema que está ali há mais de uma semana pelo menos que possa comprometer a temporada ainda mais tendo que defender título em Buenos Aires e com Rio Open logo depois.
Serão dias duros para João e sua equipe. Espero que tomem a melhor decisão. Se for jogar que esteja de fato 100% ou perto disso. Ele ainda tem 19 anos e uma carreira longa pela frente.









