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Tabilo venceu Djokovic 2 vezes e é o adversário de Fonseca na Argentina

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O adversário do carioca na do ATP 250 de Buenos Aires será o chileno Alejandro Tabilo, ex-top 19 e atual 71º da ATP. O tenista de 28 anos é um dos expoentes da chamada ‘segunda geração' do tênis Chile.

Canhoto, Alejandro Tabilo acabou de firmar parceria com o experiente German Gaich, que treinou nomes como Beatriz Haddad Maia, Fabio Fognini. Ex-tenista profissional aposentado aos 24 anos, Gaich começou como treinador na elite do tênis em 2012 lado do compatriota Facundo Bagnis. Ele trabalhou com diversos tenistas de seu país, até passar a comandar a equipe de Fabio Fognini entre 2018 e 2021, em que trabalhou por um bom tempo com a brasileira Beatriz Haddad Maia.

Retrospecto superior diante de

Em toda a sua carreira profissional, Alejandro Tabilo já enfrentou brasileiros em 29 oportunidades, das quais venceu 20 delas [confira a de jogos no Tennis Abstact]. Os dois brasileiros que mais venceram o chileno foram o paranasene Thiago Wild e o paulista . Meligeni nunca perdeu do canhoto chileno, Wild foi o brasileiro que mais o enfrentou e acabou derrotado duas vezes.

Tabilo e Fonseca enfrentam-se nesta quarta-feira em Buenos Aires. Esta não será a primeira vez que o brasileiro enfrenta o chileno, os dois se enfrentaram pelas quartas de final do ATP de Bucareste (Romênia) em 2024 e Tabilo ficou com a vitória com placar de 4/6 7/6 (7-4) 6/4.

Canadense de nascimento, chileno por coração e escolha

Canhoto natural de Toronto, no Canadá, Tabilo é filho de um casal de imigrantes chilenos (Ricardo e Maria) que estabeleceram naquele país uma empresa de limpeza no fim dos anos 1980. Tanto Alejandro quanto seu irmão Sebastian nasceram e cresceram no Canadá. Ali, o tenista deu seus primeiros passos nas quadras de tênis, buscando imitar o irmão mais velho que já jogava.

Tabilo competiu o juvenil sob bandeira de seu país de nascimento e chegou a ser 29º do mundo em 2015. No circuito canadense, Tabilo foi octacampeão do campeonato nacional em simples e tetracampeão em . No circuito ITF juvenil conquistou seis títulos nas duplas, com para a Copa Gerdau em em 2015 ao lado do português Felipe Cunha Silva. Em simples juvenil venceu um título o Junkanoo Bowl nas Bahamas em 2013.

Apesar da total inclusão na comunidade e no ambiente do tênis canadense, Tabilo cresceu em um lar orgulhoso de suas origens e com pais muito atuantes na comunidade chilena de Toronto, inclusive organizando e fomentando grupos folclóricos. O sempre perguntava aos pais se poderia jogar pelo país de origem da família, contou Ricardo em 2016 ao jornal chileno La Tercera que a decisão foi do pai.

“Eu e o Alejandro tínhamos um acordo: quando ele entrasse no top 400, jogaria pelo Chile, porque se estivesse muito abaixo no ranking, seria dispensado. Mas ele não gostou muito da ideia. Aí, em setembro, ele teve que enfrentar o Nicolás Jarry. Então, eu disse: ‘Se você vencer, a gente cuida da papelada e você joga pelo Chile'. Ele entrou em quadra como uma máquina e venceu”, revelou Ricardo Tabilo em referência ao primeiro duelo entre o filho e Jarry, uma das joias do Chile, em um Future realizado no Canadá. Curiosamente, esta foi a única vez que Tabilo venceu o compatriota, desde então, foram outros três encontros e todos vencidos por Jarry.

Tabilo, então próximo de completar 18 anos, já vivia nos Estados Unidos onde treinava na prestigiada academia de Nick Bolletieri. O chileno vivia desde o fim de seus 14 anos na Flórida se preparando para o tênis profissional.

Esperança de ao top

Com a naturalização realizada em 2016, Tabilo reforçou a esperança de uma retomada à elite do tênis chileno. O país que em 1998 viu Marcelo Ríos se tornar número 1 do mundo, e comemorou nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 seus dois primeiros Ouros da história olímpica na raquete de Nicolas Massú, em simples e nas duplas ao lado de Fernando Gonzaléz, que naqueles Jogos ficou com o Bronze e nos Jogos de Pequim 2008 levou a Prata.

Tabilo é o último nome a surgir no Chile da geração encabeçada por Cristian Garin campeão de Roland Garros juvenil em 2013 superando o alemão Alexander . Além de Garin, o país contava com expectativas em Tomás Barrios, Nicolas Jarry, Juan Carlos Saez, Hans Podlipnik e Gonzalo Lama.

Dos compatriotas, apenas Jarry e Garin superaram Tabilo, tendo sido respectivamente 16º e 17º do mundo. Tabilo alcançou seu melhor ranking em 2024, sendo 19º do mundo. Naquela temporada o chileno foi campeão dos ATPs e Malloca (Espanha) e Auckland (Nova Zelândia) e vice em Santiago (Chile). Em 2025, Tabilo foi ainda campeão em (China). Em 2022 o chileno jogou sua primeira final, Córdoba (Argentina), mas perdeu do Albert Ramos Viñolas.

O primeiro título de Tabilo, Auckland, marcou história para o Chile como primeiro título de um local em torneio com pista rápida desde 2007 em Pequim.

Um dos raros algozes de Novak Djokovic

Alejandro Tabilo é um dos poucos tenistas no atual circuito profissional que têm retrospecto positivo contra o sérvio Novak Djokovic, a quem venceu em dois dos três duelos que travaram no circuito profissional. As duas vitórias de Tabillo diante do sérvio dono de 24 títulos do Grand Slam foram em chaves de torneio do Masters 1000 Roma em 2024 e Monte Carlo em 2025. Djokovic deu o troco ainda em 2025 na do ATP 250 de Atenas.

Entre os tenistas em atividade no circuito profissional, Tabilo está em uma seleta lista de quem mais venceu o sérvio ao lado do italiano Jannik Sinner [6 vitórias e 4 derrotas] e o australiano Nick Kyrgios [2/1].

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