Mãos na perna, aparente exaustão. Esta cena apareceu no segundo set nas quartas de final nesta quinta-feira no Masters 1000 de Roma, na Itália, e Jannik Sinner explicou como vem se sentindo diante da série de jogos. São 32 vitórias seguidas em Masters 1000 e 27 somente este ano. Ele não perde há quase três meses, desde as quartas em Doha, no Qatar.
“É normal que durante o torneio eu me sinta cansado, mas são situações que consigo gerenciar e me recuperar da melhor forma. Estou escrevendo a minha história, as coisas estão indo bem de um jeito que eu nem imaginava. Não achava que chegaria a um nível tão alto no meu tênis. Estou obtendo ótimos resultados no saibro e estou melhorando também fisicamente, o que ajuda muito”, disse o número 1 do mundo que comentou sobre o momento do tênis italiano. Luciano Darderi se tornou o oitavo italiano na semi do evento masculino.
“Conheço o Luciano, treinamos juntos em Dubai e jogamos um contra o outro em Melbourne, e tenho um bom relacionamento com todos. Há muitos jogadores italianos no top 30, e isso é algo maravilhoso. Ele tem o seu jeito de jogar e de estar em quadra, o Lorenzo tem o dele, eu o meu, o Flavio o dele. É um momento incrível para o tênis italiano. O saibro faz o jogo ficar mais lento, e se você não estiver bem fisicamente, não consegue jogar como quer. Este é o primeiro torneio de verdade na terra para todos, aqui dá para ver o nível de cada um pensando em Paris”.
Sinner projeta descanso de alguns dias após a finalização do evento em sua casa antes do Aberto da França: “Vou descansar depois deste torneio para estar no meu melhor. Não sou muito fã de que se jogue tão tarde, nós também somos humanos. Espero ter toda a energia possível porque é como se eu mudasse de fuso horário. A coisa mais bonita foi o público. Eu me visto de preto há muito tempo, e é uma tradição que quero continuar. Amanhã à noite será uma partida muito difícil, e o objetivo do ano continua sendo sempre Paris”.









