Reprodução via X
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Ruud sobre circuito: ‘Nos pressionamos demais e ficamos estressados’

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O norueguês Casper Ruud abriu o confronto entre Europa e Mundo hoje em Londres pela Laver com vitória de virada sobre o argentino Francisco Cerundolo e explicou como a atuação dos capitães é importante para os atletas em termos de aprendizado.

Ruud começou a entrevista coletiva falando sobre a virada diante de Cerundolo: “Foi um ótimo começo para nós. Cada ponto é importante, e eu sabia disso. Mesmo estando perdendo um set, eu me disse que precisava tentar virar o jogo para o time e conquistar o primeiro ponto. Uma partida só termina quando termina. Além disso, saber que o terceiro set seria decidido em um super tiebreak me motivava ainda mais a lutar para ganhar pelo menos um set e fechar a partida ali. Não fiquei completamente satisfeita com meu desempenho o tempo todo, mas fiquei feliz com a vitória”.

Para o norueguês que tem passado a temporada tentando encontrar uma boa sequência para buscar a volta ao top 10 destacou a importância desse tipo de vitória para sua confiança: “Não estava conseguindo devolver bem as bolas, principalmente o segundo saque. Minha intenção era circular a bola para jogar o máximo de forehands possível, mas não consegui executar exatamente como queria. Cometi alguns erros de tempo e errei várias bolas, o que normalmente não acontece quando estou jogando meu melhor tênis”.

“Comecei um pouco nervoso e faltou ritmo, talvez porque não jogava uma partida desse nível há várias semanas. Meu último jogo com intensidade máxima tinha sido em Montreal. A sensação de jogar um bom tênis é algo que está sempre presente, mas pode desaparecer rapidamente. Espero que uma vitória como a de hoje me mostre que, mesmo sem jogar meu melhor tênis, posso lutar e vencer partidas contra jogadores de alto nível”, completou.

Questionado sobre a ajuda dos companheiros de equipe, que incluiu Carlos Alcaraz lhe dando sugestões técnicas para solucionar pontos positivos do jogo de Cerundolo, Ruud exaltou: “Me ajudou muito. Alguns companheiros de equipe, especialmente o Tim [Henman vice-capitão], estiveram ao meu lado durante toda a partida. Foi difícil perder o primeiro set, mas eu disse a mim mesmo que precisava tentar vencer pelos rapazes e pela equipe. Eu não estava jogando sozinho e queria dar tudo de mim. Meus companheiros de equipe me encorajaram, me ajudaram e me apoiaram em cada passo do caminho”, pontuou, destacando a atuação do time desde o banco no super tiebeak.

Questionado sobre o trabalho e a presença do capitão Yannick Noah, Ruud destacou o “espírito livre” do capitão e apontou para o quão importante é receber conselhos dele e de Henman que jogaram um tênis diferente do dele e têm muito a ensinar.

“Às vezes, nós, jogadores, nos pressionamos demais e ficamos estressados, mesmo que nossa profissão já seja bastante exigente. É bom ter alguém como o Yannick, que vê o tênis de uma maneira diferente da minha, e o Tim, que assiste muito tênis e já trabalhou como comentarista. Ele nos acompanha nos grandes torneios praticamente o ano todo e conhece os pontos fortes e fracos do nosso jogo”, ressalta.

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