Mariano Puerta, vice-campeão de Roland Garros em 2005, trouxe detalhes, ao site Punto de Break, sobre seu rompimento com Alejandro Fokina, cabeça de chave 21 do Grand Slam francês. Ele pegou um avião e deixou o tenista para trás entre a primeira e a segunda segunda.
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Puerta detonou o comportamento do tenista: “Alex é um jogador que, quando está em quadra, é muito intenso, muito emocional, muitas vezes pode ter reações um pouco fora de lugar. As pessoas que o conhecem terão visto que não é fácil lidar com isso quando se repete constantemente, então após quase 20 semanas viajando com ele, chegou um momento em que precisava fazer um corte se não quisesse acabar doente”, disse o argentino.
“No quarto ou quinto set do primeiro jogo aconteceu algo feio. Em um momento tentei animá-lo, onde quis empurrá-lo para que não perdesse o foco, Alex se virou com uma cara que parecia que ia me assassinar: “Você não vê que estou cansado? Que não consigo me mexer? Não me diga mais nada!”. Ele me disse de uma maneira que ainda sinto”.
Puerta afirmou ter tido uma conversa com o empresário do tenista e que até estava tendo taquicardias com o trabalho ao lado do tenista: “Enquanto ele estava fazendo bicicleta, eu estava no restaurante sentado com o empresário dele. Falei muito claro: “Hoje é meu último dia, me sinto mal, tenho taquicardias'. Não sei se foi pelo sol, pela pressão ou pela mágoa que me causou o que tinha acontecido, mas me senti vazio”.
“Fui para o meu hotel descansar. Três horas depois mando uma mensagem para Alex. Lá pelas 22:30, depois de voltar do veterinário, ele me responde e diz: “Falamos amanhã”. Comecei a pensar que talvez estivesse aberto a refletir, ou talvez me propor terminar o torneio juntos e depois já comentar sobre o texto que mandei. Você acha que se no dia seguinte nos sentássemos para conversar e ele me pedisse para ficar, eu não teria ficado?”
Puerta afirmou que o tenista não quis conversar com ele e que já tinha preparado sua saída do time, ou seja, o tenista o mandou embora e não foi ele que o abandonou: “O problema é que essa conversa nunca aconteceu. No dia seguinte eu estava no hotel, tranquilo, 10:30 da manhã. De repente me liga uma pessoa da equipe dele: “Alex me manda dizer que você se ocupe do seu bilhete de avião, que o busque você mesmo e pague por ele. Você pode ir para Miami”.
“Isso detona tudo, fiquei congelado. Duas horas depois reagi, bloqueei ele do celular, bloqueei também a esposa, arrumei a mala, check-out do hotel e até logo”









