Terminou a temporada do verão americano para João Fonseca com queda na segunda rodada do US Open. Se olharmos a fundo os três torneios disputados ele jogou legal apenas uma partida, a primeira rodada em Nova York. No mais foram atuações medianas como na segunda rodada ou aquém do que já havia mostrado na temporada.
Nesta quarta-feira o primeiro set acabou sendo decisivo. A chance que teve o oponente jogou muito bem, fechou a porta com o saque.
A partir do segundo set meio que ficou preso na tática do rival. Não encontrou saídas. Foi pressionado, Machac jogou agressivo, colou na rede, ganhou quase todos os pontos quando subiu, sacou bem e João não encontrou soluções. Teve mais três chances ao longo dos dois sets e não conseguiu aproveitar.
Dá pra dizer que esses últimos três torneios foram um choque de realidade para João. A realidade que o circuito impõe principalmente para quem tem pouca experiência como o brasileiro e que já teve o jogo muito estudado pelo circuito.
Machac é 22 do mundo, já derrotou Carlos Alcaraz e Novak Djokovic, é um baita jogador. Tem o know-how tático do que deveria fazer. E o brasileiro não encontrou soluções assim como no jogo contra Terrance Atmane que veio com tática suicida e teve um torneio/dia iluminado.
João ainda é novo, recém-completou 19 anos e tem muito a aprender. Vai ter que encontrar soluções quando as porradas no fundo não estão entrando. Vai ter que aprender a ter uma leitura melhor de jogo contra oponentes que abafem o seu estilo. Vai ter que sair da sua zona de conforto para deixar os adversários desconfortáveis.
Fonseca já é um jogador de fato e de direito do top 50. Para dar um pulo a mais e virar um top 30 como almeja ser até o final deste ano – sua meta era ser cabeça de chave do Australian Open em 2026 – precisará dar esse salto a mais.
O calendário
Fonseca tem a Copa Davis e a Laver Cup como próximos compromissos. Torneios que não valem pelo ranking. De confirmado só a Basileia no final de outubro, mas é bem provável que jogue o Masters de Xangai a partir de 1º de outubro. Mais uma vez ele pulou um ATP 500 importante na temporada (Tóquio ou Pequim) em que quase todos os top 50 estarão presentes.
Segue no calendário moderado sem forçar. Só que aí é um torneio a menos de chance para somar e subir. Se Toronto e Cincinnati foram bem duros de nível essa parte final de 2025 promete ser bem dura de nível em qualquer evento que se inscreva.









