O ex-top 25 Fernando Meligeni fez uma reflexão na manhã desta sexta-feira a respeito da derrota de João Fonseca, número 1 do Brasil e 38º do mundo, nas oitavas de final do Rio Open. O que muita gente enxerga como decepção, Meligeni vê como aprendizado.
“Ninguém gosta de perder. Não quero nem imaginar a noite que o João, o torneio e vocês passaram”, inicia sua publicação no Instagram, apontando que nas sensações após a derrota há “um misto de incredulidade, preocupação e tristeza geral” dadas as grandes expectativas.
“A expectativa era tão grande que muitos esqueceram de enxergar que o peruano era um bom jogador”, ressalta o campeão do Pan-Americano de Santo Domingo 2003.
Fino pontua que João Fonseca “não se encontrou em quadra”, que teve más escolhas em jogo, “errou muito” e “faltou um plano B”, mas destaca: “jogou com o peso da quadra e do tênis brasileiro nas costas”.
O comentarista do podcast New Balls Please ressaltou a crítica que Fonseca mais recebeu após a derrota no Rio: “Muitos me disseram: “Ele estava lento.” Quando jogamos com essa pressão interna, é impossível sentir a bola ou pensar com clareza”, escreveu.
Para Meligeni há duas maneiras de se observar a derrota: a primeira é a crítica que “mais uma vez tentar destruir algo que está sendo construído com muito cuidado”; e a segunda é agradecer e extrair aprendizados: “Temos um jogador incrível, mas que ainda levará tempo para jogar o seu melhor. Ele é muito bom, mas não é perfeito. Vai nos dar alegrias e também vai frustrar torcedores”.
Fernando Meligeni ainda pontua que faltou a Fonseca entendimento de que na maioria das partidas é necessário: “encontrar saídas” para a vitória, mas resume: “Esse gosto amargo pode transformá-lo em um jogador ainda melhor. Essa é uma derrota que te deixa mais cascudo”.
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