O ex-top 25 da ATP, Fernando Meligeni, fez uma longa reflexão a respeito dos tenistas brasileiros no último episódio de seu podcast ao lado do jornalista e narrador Fernando Nardini, o News Balls Please.
Os dois começaram o episódio 112 comentando a conquista da gaúcha Gabriela Cé, que aos 33 anos conquistou o maior título de sua carreira, ao ser campeã do ITF 35 mil de San Gregorio, na Itália, e de Gustavo Heide, que também conquistou seu maior título no último domingo, ao ser campeão do Challenger 100 de Pozman, na Polônia.
Meligeni refletiu sobre a “permanência” de Cé e sobre o fato de ela ser exemplo de uma pessoa “que escolheu ficar no tênis e correu atrás e trabalhou muito, muito”, destacou Fininho. O ex-tenista destaca o foco no trabalho de Cé, que “sempre buscou melhorar” e de “ter acreditado”.
Em sua explanação, Meligeni falou diversas vezes sobre encarar tênis como “profissão”, falou sobre pressão de familiares e terceiros. Ele pontuou muito sobre a falta de paciência, seja do público, seja de pessoas próximas que investem nos atletas.
“As pessoas sempre me perguntam muito sobre a Argentina, mas lá se um pai diz: ‘Você não vai virar nada', o jogador pede um tempo e uns 2 mil dólares e vai para Europa tentar jogar uns torneios e se achar”, explana sobre as comparações entre os países. “No Brasil, se o pai diz que não vai investir mais, o filho desiste”.
Meligeni ainda fez uma espécie de alerta social: “Brasileiro demora muito para amadurecer, para tratar o tênis como profissão” e convidou a confederação nacional a estudar e trabalhar neste tema.
Ainda comentando a conquista de Gustavo Heide, Fino pontuou mais uma vez ser contra as críticas excessivas e tóxicas: “As pessoas falam ‘essa geração é ruim'. Como assim a geração está condenada? São caras de 23, 24 anos, que agora estão se destacando”, pontua ele recordando João Lucas Reis e Pedro Boscardin que são da mesma geração de Heide e também têm alcançado melhores resultados recentemente.









