O jornalista Diego Rubio, do site espeializado Punto de Break, escreveu uma coluna mostrando preocupação com o futuro de João Fonseca após as derrotas do brasileiro nas estreias do Masters 1000 de Madri (na terceira rodada) e no Masters de Roma, na Itália, para Rafael Jodar e Hamad Medjedovic respectivamente.
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O primeiro ponto abordado é a falta de variação e de leitura de jogo do brasileiro: “Quando se tem recursos básicos tão poderosos e decisivos como os do brasileiro, com seu saque e forehand, outros aspectos podem ser negligenciados. Fonseca surgiu na elite do tênis com essas características, mas logo ficou claro que ele precisava melhorar significativamente em termos de inteligência tática. Habilidade defensiva, mudanças de ritmo, altura e velocidade dos golpes, uma velocidade média da bola que lhe permite ser agressivo sem cometer muitos erros não forçados… A verdade é que tudo isso é crucial para o sucesso no saibro, mas faltou-lhe completamente em suas derrotas, especialmente em Roma contra Medjedovic”, disse o jornalista.
Questões mentais também foram abordadas pelo europeu: “O talento inesgotável de João permite que ele crie oportunidades de vitória mesmo em dias menos inspirados. Isso aconteceu contra Zverev em Monte Carlo, Shelton em Munique, Jódar em Madri e Medjedovic em Roma. Em todas as quatro partidas, houve momentos em que ele parecia ter tudo a seu favor, dominando claramente e demonstrando grande confiança e bom desempenho no tênis. No entanto, ele deixou as oportunidades escaparem, mostrou inexperiência e deu vantagem ao adversário.”
A questão física também foi outro ponto abordado por Diego e destacada como principal problema do carioca em termos de resistênvia e movimentos laterais: “Talvez seja isso que mais o preocupa ou limita sua situação atual, e onde os maiores esforços devem ser investidos para reverter o problema o mais rápido possível. É óbvio que um tenista de 19 anos ainda não está totalmente desenvolvido fisicamente, mas João tem sérios problemas com movimentos laterais explosivos e resistência em partidas longas. Muitas de suas desconexões mentais estão intimamente ligadas a uma queda de rendimento físico, com ambos os problemas se alimentando mutuamente.”
A torcida brasileira também é alvo de crítica do jornalista: “Todo fã de tênis aprecia ver estádios lotados de torcedores entusiasmados, mas o que acontece nas arquibancadas durante muitas das partidas de Fonseca ultrapassa os limites do respeito pelo esporte. Interrupções constantes entre os saques, ataques verbais indiscriminados aos adversários, comemorações exageradas de erros e o desejo de ser o centro das atenções estão semeando animosidade contra o tenista brasileiro entre rivais e torcedores neutros, mesmo que ele não tenha nada a ver com essa situação”, destaca.









