Favorito no papel pelo que vinha jogando, suas vitórias, o talento, série e hype gerado, Rafael Jodar provou, talvez pela primeira vez, da brutalidade que é o circuito profissional e pelo que João Fonseca vem batalhando para superar.
Jogo em condições super lentas, partida começando perto das 23h locais, partida paralisada por fumaça, um adversário aguerrido, sem pressão, com sangue argentino, nacionalidade italiana, jogando em casa. Lutou, levou para o terceiro set, mas morreu fisicamente depois de ser quebrado no segundo game do terceiro set. Sentiu, teve cãibras e o corpo apitou.
Corpo de quem vem fazendo muitos jogos no último mês e meio no saibro, chegando longe nas semanas e ainda tem 19 anos, ou seja, está em formação. Diante de um adversário de 24 e já formado e acostumado do outro lado.
O circuito é duro. Não é porque você joga muito tênis e tem talento que vai vencer seu oponente do outro lado. E Jodar, assim como Fonseca, vai aprender bastante e levar umas derrotas que talvez seu torcedor não esperasse, assim como acontece com o brasileiro.
De qualquer forma, Jodar está praticamente garantido no top 30 e será cabeça de chave em Roland Garros. Perdeu uma chance de evitar um top 8 na terceira rodada em Paris. Problema para ele e para o adversário que for cruzar o seu caminho.
Agora outra questão a ser posta à prova em Roland Garros é essa parte física com jogos em melhor de cinco sets algo que ainda não foi devidamente testado.










