Quando saiu a chave do Masters de Monte Carlo mencionou da grande chance que João Fonseca tinha nas mãos de fazer um estrago.
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Pois bem. Metade do caminho está cumprido. Duas vitórias. A primeira com autoridade diante de um rival em má fase e mais fraco nas condições mais lentas. Nesta quarta um teste bem mais duro como esperado. Se não jogou o seu melhou, João lutou demais, usou bem as oportunidades no final do jogo e venceu. Uma partida diferente, com um adversário indigesto, que sacava, voleava, dava drops, cortava o ritmo. Complicadíssimo.
Fonseca logrou com êxito o desafio e chega bem encorpado para tornar o sonho realidade. Como esperado também, Daniil Medvedev tem muitas dificuldades nessas condições. Claro, o resultado em si foi muito exagerado e o nível muito baixo do russo, mas em Monte Carlo é seu pior destino em um piso que odeia.
Contra Berrettini não se pode esperar moleza. Mas caso jogue um bom tênis, as chances são grandes de vitória. Berrettini tem um buraco no backhand que consegue mascarar com bom saque e direita. Botando a bola em jogo nas devoluções e sendo paciente como tem sido nesses primeiros jogos no piso lento europeu, João pode dar mais um passo na campanha. De jogo por jogo, João é melhor, mas precisa confirmar contra um rival animado e confiante com a campanha e com o público que vai lhe apoiar.
Se vencer, será sua maior campanha, a primeira de um brasileiro nesta fase de um Masters em quase 15 anos (semi de Bellucci em Madri em 2011) e não vejo o duelo de quartas como um bicho de sete cabeças. Zverev suou sangue contra Cristian Garin e Zizou Bergs é um bom jogador, mas de nível um pouco inferior ao brasileiro.
Mas esse capítulo vamos abordar somente nesta quinta. João é leve favorito contra Berrettini, mas jogo é jogado, lambari é pescado, como diria o velho ditado.








