João Fonseca conversou nesta sexta-feira com jornalistas da mídia internacional e brasileira sobre as expectativas para a disputa de Roland Garros, que começa para o jovem neste domingo em duelo contra o local Luka Pavlovic.
Jogando em Paris pela segunda vez, Fonseca foi questionado sobre as principais diferenças entre o João de 2025 e o de 2026: “Eu acho que primeiro, o ano passado e para cá é muito diferente. Eu acho que são Joãos completamente diferentes, com mentalidades diferentes, pressões diferentes.
“Acho que o ano passado era um jogo em que realmente não devia nada a ninguém. Sigo não devendo nada a ninguém, mas acho que sem pressão. Eu era sempre o underdog [surpresa], ninguém muito sabia o que eu poderia jogar, e atualmente um pouco mais concretizado ali no top 40, top 30. Então, os jogadores já sabendo e eu tendo que defender meus pontos, o que para mim é uma experiência incrível. Acho que estar passando por isso é super legal. Como eu disse também, (sou) um João mais maduro, sabendo lidar mais com a experiência de cinco sets, não tão bem, mas estou melhorando”, completou.
Perguntado sobre a maior diferença de seu jogo em 2025 para este ano, ele pontuou: ” Mas eu acho que a solidez está muito melhor. Uma coisa que eu melhorei muito foi isso, ficar mais sólido nos pontos. (Foi) Conseguir entender os momentos em que eu posso jogar o jogo que eu gosto, que é enfiando a mão e jogando agressivo. Mas o saibro, você tem que ser um pouco mais paciente, você tem que conseguir ter paciência e incomodar os pontos; ser agressivo, mas com margem, não tem que nem quadra rápida, em que uma bola você consegue”.
“Óbvio, você consegue, mas não tanto quanto a quadra rápida. Eu acho que o que eu melhorei bastante foi essa paciência de conseguir entender, de conseguir enfrentar o ponto pensando no momento em que eu estou dentro da partida. Pensar também como o adversário está se sentindo naquele momento, se ele está sentindo mais pressão, se eu devo fazer ele pensar, jogar mais bolas dentro. Isso eu estou conseguindo mais entender a dinâmica do jogo”, seguiu.
“Eu acho que o melhor de cinco sets também, você pode começar mal e te dar mais margem para voltar. Você pode estar dois sets a zero e ir pensando no presente, ponto a ponto, e as coisas vão acontecendo. Acho que essa é a maior diferença do João do ano passado para cá”, finalizou.









