Atual campeã de Roland Garros, a norte-americana Coco Gauff foi mais uma atleta a fazer pate do boicote-protesto em que limitou a 15 minutos as atividades com a imprensa em Roland Garros. O intuito é pressionar os Grand Slams a ouvirem as demandas dos atletas e agirem.
“Sim, eu sou uma das jogadoras que participaram este ano. Não estarei aqui por um bom tempo”, disse ela sorrindo.
“Tudo aconteceu depois de Roma. Sei que discutimos isso, mas eu ainda estava competindo. Não que essa medida vá mudar tudo imediatamente, mas mostra que muitas jogadoras concordam e que, pela primeira vez, estamos avançando coletivamente em vez de apenas fracassar”, seguiu explicando.
“Estou orgulhosa de como conseguimos nos unir. Era importante encontrar um equilíbrio para não prejudicar também os trabalhadores, porque vocês não são os culpados por essa situação. E é por isso que muitas jogadoras decidimos falar com a imprensa, reduzindo assim outros compromissos com emissoras de televisão e parceiros do torneio”.
“Entre as 10 melhores jogadoras, não foi difícil organizar, porque já estávamos conversando sobre isso desde o ano passado. Aqui em Paris foi a primeira vez que nos encontramos pessoalmente. Espero que possamos continuar envolvendo mais jogadoras e alcançar as mudanças que desejamos”, completou.
Gauff também foi questionada sobre os aspectos de saúde mental que tem e pontuou que faz um trabalho com uma profissional da área, que se dedica a escrever e trabalhar a autoconsciência de se cobrar menos.
“O problema é que nem sempre acontece (da melhor maneira). Eu vejo claramente onde quero chegar e quero chegar lá o mais rápido possível, mas agora estou tentando me concentrar mais no processo e nos altos e baixos que vêm com uma carreira no tênis. Às vezes consigo lidar muito bem com isso, e outras vezes é muito mais difícil”, confessou.
Gauff contou aos jornalistas que ficou feliz em voltar ao torneio em que é campeã, mas destacou que sempre encara as competições como únicas e não uma defesa de título e recordando as finais de Slam que jogou fez uma revelação sobre a final em Roland Garros: “Na final contra Aryna (Sabalenka), fiquei incrivelmente surpresa ao ver que a torcida estava claramente do meu lado. Eu não sabia o que esperar, e Spike Lee estava bem ao lado do meu camarote, então foi uma situação surreal”.









