João Fonseca iniciou sua pré-temporada visando 2026 que começa nos primeiros dias de janeiro com os ATPs 250 de Brisbane e Adelaide e depois o Australian Open.
Entre em nosso canal do Whatsapp!
Durante a coletiva de imprensa, o brasileiro se mostrou ciente diante de seu maior desafio para a próxima temporada. Confirmar ser um jogador da elite e se possível elevar seu patamar. A imprensa que não é especializada e tem pouco costuma no esporte vê uma evolução de 100 e poucos para o 24º do mundo de um menino de 18 para 19 anos e espera o que do ano seguinte ? Um top 10 no mínimo.
O brasileiro e seu treinador Guilherme Teixeira reiteraram durante o papo que não é tão fácil assim. João pela primeira vez terá um caminhão de pontos a defender já com título na primeira semana (forte Challenger de Camberra) depois o quali mais segunda rodada do Australian Open e Buenos Aires, na Argentina, vindo logo depois de uma Copa Davis, fuso horário e quadra bem diferente. Só nessa leva serão cerca de 400 dos pouco mais de 1600 pontos do brasileiro.
Tudo o que o carioca construiu ao longo de 2025 já deram uma casca ao brasileiro que passou o ano iniciando como uma novidade, ser estudado, virar favorito, ser neutralizado e nas últimas semanas conseguir superar barreiras e atingir seus objetivos, mudar de patamar. Começando a temporada defendendo poucos pontos e basicamente só somando até o final.
Ele começa 2026 com a pressão diferente de defender tudo isso e a cobrança de uma mídia que é imediatista e pouco paciente, que provavelmente não vai entender o processo em certas ocasiões, em cada derrota inesperada em primeira ou segunda rodada. Por isso será necessário manter a blindagem, suportar possíveis tormentas e seguir na evolução.
Sobre o calendário agora o brasileiro também muda de patamar sendo um top 30. Não vai poder pular alguns Masters 1000 como fez este ano. Só Monte Carlo ele terá livre escolha. Terá que jogar ATPs 500 em determinados momentos do ano. Caso pule torneios terá punições no ranking.
Confio que João terá mais um grande ano e está no caminho certo. Mas não ficarei chateado se não terminar entre os 20 ou 10 melhores do mundo. Será uma temporada de consolidação. Se vierem tais posições na tabela significa que terá grandes resultados com títulos ou grandes desempenhos em Masters ou Grand Slams. Será ótimo.









