O dia em Madri foi marcado por uma participação muitas vezes excessiva por parte do público, que apoiou seus jogadores em detrimento de tirar a paz do adversário. O chileno Cristian Garin, 85º do ranking da ATP, jogou sob pressão de uma vuvuzela e chegou a pedir a expulsão do torcedor.
Após entrar na chave principal em Madri como lucky-loser, Garin abriu nesta quinta-feira a programação da Quadra 6 em duelo contra o belga Alexander Blockx, 69º, que virou a partida em 4/6 7/5 7/5, em um jogo tenso disputado e no qual a torcida roubou a cena.
Com muitos belgas e chilenos nas arquibancadas, o público decidiu fazer barulho por seus jogadores e os apoiadores de Blockx contaram com uma vuvuzela para pressionar Garín, que reclamou com a árbitra de cadeira da partida, a argentina Yamilla Halle, durante o segundo set e chegou a pedir a expulsão.
Halle pediu ao público calma e respeito aos atletas e durante o jogo ainda pediu que as manifestações durante os pontos fossem cessadas. Com momentos entre saques respeitados, nada foi feito contra o tocador de vuvuzela e a história foi parar na TV pública espanhola. O tocador de vuvuzela não foi identificado.
O jornalista português José Morgado flagrou momentos antes da irritação do chileno o ambiente na quadra, que contava com a presença de muitos torcedores belgas e chilenos. Apesar de estar do lado oposto ao torcedor com vuvuzela, Morgado registrou o barulho feito pelo equipamento.
As vuvuzelas, uma espécie de corneta de plástico, ganhou popularidade durante a disputa da Copa do Mundo de futebol em 2010, na África do Sul, onde o equipamento é popular há décadas nos campos de futebol.
Apesar do pedido do chileno pelo controle do torcedor ou sua expulsão, ao fim do jogo o mesmo permanecia nas arquibancadas em Madri e celebrou a vitória de Blockx.









