Principal nome da França atualmente na chave masculino Arthur Fils, 19º colocado, lamentou e explicou a lesão que o tirou de Roland Garros neste sábado em entrevista coletiva. Ele segue um martírio em Grand Slams.
“Em Roma, senti um pouco de dor no quadril, era bastante incômodo, então não quis arriscar. Depois, fiz um exame e tudo parecia bem, mas eu ainda sentia muita dor, então não consegui treinar nas últimas duas semanas. Aliás, o treino de hoje foi o meu primeiro desde Roma, há duas semanas. Eu sabia que não estaria 100% pronto para jogar este torneio, mas não queria correr o mesmo risco do ano passado. Não quero ser imprudente.”
Ele ainda não tem data para seu retorno: “Não posso esperar nada, não consigo explicar nada porque nem eu mesmo sei o que é. É só essa dor, uma dor que me incomoda e que, quando entro em quadra, está lá e nunca vai embora. Se fosse o último torneio da minha vida, eu teria jogado, mas agora que me restam 10 ou 15 anos, não posso continuar cometendo o mesmo erro. Claro, não é a mesma coisa que no ano passado, não é mesmo. Também não sei se é a minha lombar, o meu quadril ou o meu músculo psoas, não sei. Essa área vem me incomodando há algumas semanas, mas não posso afirmar com certeza porque nem eu mesmo sei o que é, realmente não sei.”
“Eu simplesmente pressentia que isso ia acontecer, então fiz tudo o que pude para me preparar para este torneio. O problema é que, se você não treina — e eu não treinei por duas semanas, mesmo sem fazer nenhum exercício — você sempre sente alguma dor. Foi o que eu senti. Pensei sobre isso e me perguntei: vou jogar apenas uma ou duas rodadas? Estou pronto para tudo? A verdade é que eu sei a resposta. A resposta é que quero ir longe. Sei que consigo, mas não estarei a 100%, não estou nem com 50% da minha forma física habitual, então não quero correr nenhum risco.”









