Trinta e dois erros não-forçados e apenas quatro winners. Esses dois números dizem tudo sobre o nível de Bia Haddad na estreia do WTA 1000 de Madri, na Espanha, nesta terça-feira, contra a competente Jessica Bouzas, 50ª do mundo.
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Foi mais um dia triste de ver a brasileira em quadra. Sofrendo. Agonizando, apática. Ela até começa animada, fazendo bons pontos, mas não consegue finalizar os games, as duplas-faltas aparecem, os erros chegam e as adversárias jogam de forma confortável e basicamente colocam a bola na quadra, deslocam a brasileira . Não precisam fazer nada de especial.
É apenas o segundo torneio de trabalho com o espanhol Carlos Comet. Algumas mudanças estão sendo implementadas como a dinâmica do saque da paulistana que vem servindo com os pés juntos.
Difícil cobrar do treinador, muito pouco tempo de trabalho. O que podemos analisar é que Bia segue perdida dentro de quadra e também fora da realidade fora das quadras.
Essa semana ela deu uma entrevista para a ESPN onde pediram para desenhar sua tenista perfeita. Ela se colocou em dois quesitos. O forehand e a mentalidade. Fosse dois anos atrás seria super adequado. Mas desde ano passado (salve o US Open) que a brasileira vem pecando demais na parte mental. São essas a outras declarações que a brasileira parece desconexa com a realidade.
Já em meados de 2025 ela não se preocupava com a série de derrotas. Até Madri ano passado ela engatou nove seguidas. Em certa entrevista também para a ESPN disse que ainda era uma jogadora do top 20 apesar da fase ruim – como que não estivesse preocupada.
Agora, com essa derrota, se não for bem no WTA 125 de semana que vem, sairá do top 75, o que causará prejuízos para entrar em grandes eventos, WTAs 1000 e WTAs 500.
O que preocupa mais é que Bia está longe inclusive de jogar um tênis como uma jogadora do top 75. Eu diria que não joga tênis nem como uma top 100 hoje em dia. São várias atuações ruins ao longo do ano. Vários 6/1, dois pneus levados. Em poucas dessa série ela conseguiu endurecer jogos ou sets contra jogadoras normais.
Torcemos para que Bia volte a se encontrar pois a situação segue desanimadora e sem luz no fim do túnel.









