Em reportagem publicada pela agência EFE, o médico José Luis Martínez Romero, especialista em cirurgia ortopédica e traumatologia, que, juntamente com o Dr. Pedro Guillén, dirige a Cátedra de Traumatologia Esportiva da Universidade Católica de San Antonio de Murcia (UCAM), fez um alerta para Carlos Alcaraz.
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A tenossinovite de De Quervain, nome técnico da lesão que afeta o número 2 do mundo, pode fazê-lo perder toda a temporada e até mesmo obrigá-lo a mudar sua técnica de golpes. Há também o risco de cirurgia.
O tenista de El Palmar, que começou o ano da melhor maneira possível, vencendo o Aberto da Austrália e o ATP 500 de Doha, não tem certeza se jogará em Wimbledon e, antes disso, em Queen's, ambos torneios disputados na grama. Nem ele nem sua equipe estão fornecendo detalhes sobre a lesão após os exames realizados.
Até o momento não há um diagnóstico preciso por parte de sua equipe, e o próprio jogador simplesmente declarou em uma coletiva de imprensa, ao anunciar sua desistência do Masters 1000 de Madri, na Espanha,, que uma lesão no punho direito o impediu de participar e era mais grave do que o pensado.
De qualquer forma, foi revelado que se trata de tenossinovite de De Quervain, que é a inflamação da membrana sinovial que reveste um tendão, neste caso, o tendão do polegar no punho lesionado, causando dor, rigidez e limitação de movimento. É uma lesão comum entre tenistas e geralmente é causada pelo uso excessivo devido à repetição constante do mesmo movimento.
“É um problema que se resolve com repouso e tratamento em muitos casos e, nesse sentido, não é algo com que devamos nos preocupar. Mas existem muitos tipos de lesões e é óbvio que nos faltam informações”, salientou Martínez Romero.
“Se for tenossinovite aguda, a recuperação é estimada entre quatro e seis semanas, mas se a lesão for de longa duração e crônica, podemos estar falando de três a seis meses, o que significaria ter que dar adeus à temporada atual”, acrescentou.
Na pior das hipóteses, poderia haver uma lesão óssea ou uma ruptura do complexo fibrocartilaginoso triangular (TFCC), um tipo de menisco semelhante ao do joelho que conecta o rádio à ponta da ulna e dá estabilidade ao punho, o que exigiria cirurgia.
“Neste momento, estamos falando de especulação, mas se não houver lesão no tendão nem degeneração, a recuperação é completa, embora longa; no entanto, complicações poderiam até obrigar Carlos a mudar sua técnica de golpes”, explicou Martínez Romero









