Dois anos após bater na trave, a russa Mirra Andreeva, oitava do ranking da WTA, está em sua primeira final de Grand Slam na carreira após dominar a ucraniana Marta Kostyuk, 15ª, e aguarda por definição de rival entre sua amiga e compatriota Dianar Shnaider e a polonesa Maja Chwalinska.
A pupila da ex-top 2 Conchita Martinez não deixou Kostyuk se encontrar em quadra e conseguiu sua revanche pela derrota no WTA de Madri após 1h17 de jogo para fechar o placar em 6/1 6/3, tendo convertido dois aces a um de Kostyuk, que cometeu 34 erros não-forçados a 22 de Andreeva, que disparou 14 bolas vencedoras a 15 da ucraniana.
O início de jogo das duas tenistas foi bastante nervoso e com ambas cometendo erros, Andreeva saiu quebrando o saque da ucraniana e precisou sair de um 0-40 no game seguinte. Com a confiança de ter conseguido induzir a rival ao erro para confirmar, a russa se soltou em quadra e, mesmo pressionada pelas bolas vencedoras na paralela de Kostyuk, se manteve firme nos pontos de definição. A ucraniana ainda precisou salvar cinco breakpoints no 5º game para furar a possibilidade de pneu. Andreevase manteve sólida, confirmou de zero e pressionou devolvendo bolas e variando jogadas para fechar o set em nova quebra.
Kostyuk, que vinha de uma sequência de 17 vitórias no saibro, abriu a segunda etapa sendo ainda mais agressiva na devolução, encaixou boa sequência e forçou Andreeva a salvar breakpoint, na sequência quebrar o saque da ucraniana e abrir 3/0. Buscando se manter no jogo e se impor com backhand, Kostyuk lutou por seis minutos para confirmar seu game de saque no 4º game e pressionou muito na sequência, mas sem chegar à quebra.
Com 4/1 no placar, Andreeva viu a organização iniciar o fechamento do teto da Philippe Chatrier, movimento feito sem a paralisação da partida. O jogo seguiu e com a melhora do jogo de Kostyuk ficou com games ainda mais brigados. A ucraniana conseguiu se impor com backhand cruzado no 7º game, quebrando de zero a russa, mas não conteve a variação da rival no game seguinte e arriscando tudo, cometeu erro e foi quebrada novamente vendo a russa sacar para o jogo.
Semifinalista de Roland Garros em 2024, Andreeva chega à sua primeira final de torneio do Grand Slam e aguarda pela vencedora do duelo entre sua amiga e compatriota Diana Shnaider e a qualifier polonesa Maja Chwalisnka.
Andreeva é a primeira russa na final em Roland Garros em 5 anos, quando Anastasia Pavlyuchenkova ficou com o vice-campeonato em 2021, ano do título da tcheca Barbora Krejcikova.
Mirra Andreeva busca ser a primeira de seu país desde Maria Sharapova em 2014 a erguer a Coupe Suzanne Lenglen [nome do troféu feminino em Roland Garros].









