Aryna Sabalenka se mostrou muito frustrada após sua derrota nas quartas de final de Roland Garros. A número 1 do mundo tinha 6/3 4/1 com duas quebras e sacou para a vitória, mas levou dez games consecutios e caiu diante da russa Diana Shnaider, 24ª colocada, por 3/6 7/5 6/0.
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“Sem pensamentos, sem emoção. Eu quero abandonar o tênis agora mesmo. Vamos ver em alguns dias. Espero que eu consiga voltar aos trilhos mentalmente”, disse a bielorrussa na coletiva de imprensa divulgada pelo site Tennis Majors. Ela era a única campeã de Grand Slam viva na chave.
Tive ótimas oportunidades no segundo set. Cometi um erro, e então ela entrou em quadra e jogou muito bem. Senti que mentalmente não consegui me recuperar depois do segundo set. Acho que esse foi o meu erro”, apontou a jogadora que não lembra quando perdeu tantos games seguidos.
“Não sei quando foi a última vez que isso aconteceu comigo, de perder dez games seguidos. Acho que mentalmente entrei num buraco muito, muito profundo e escuro, e simplesmente não consegui me recuperar.”
Sobre as condições com muito vento, a tenista apontou: “Essa é outra questão – não sei por que manteriam o teto aberto com um vento tão forte. Mas como posso reclamar se durante quase toda a partida tudo estava funcionando bem para mim, e de repente tudo desmoronou ? Acho que a situação estava ficando caótica, talvez porque eu não estivesse bem mentalmente. Lembro que até no ano passado eles mantiveram o teto aberto para nós, e no dia seguinte, em condições semelhantes, fecharam para os homens – para melhorar as condições e a qualidade do tênis, acredito. Não sei por que o manteriam aberto. Mesmo eu estando ganhando, o jogo estava muito sujo. Não sei como as pessoas conseguiam ficar sentadas assistindo. E então, em certo momento, ela entrou em quadra e jogou de forma inacreditável.”
Ao ser perguntada se estava lutando contra si mesmo e não achar um caminho de volta, ela apontou: “Acho que é uma combinação de tudo. Você pensa demais, comete erros bobos e perde oportunidades — e, por outro lado, ela entra em campo e começa a jogar de forma mais agressiva, mais livre, meio destemida. Às vezes é muito difícil segurar a pressão e jogá-la de volta para ela.”
“Eu só preciso parar e refletir abertamente sobre o que se passa na minha cabeça nesses momentos difíceis. Sou uma jogadora bastante experiente, já passei por tanta coisa e superei tanta coisa, e só preciso descobrir aquele pequeno detalhe que às vezes não está funcionando para mim – e espero conseguir superar.”
A número 1 foi perguntada da grande oportunidade perdida no torneio: “Eu não quero vitórias fáceis. Para mim, o importante é sofrer, superar. Mas também, como você pode dizer? A Shnaider está em ótima forma, jogando um tênis excelente. Ela também está jogando um tênis incrível. Eu diria que era uma oportunidade para mim.”
Acho que o que não nos mata nos fortalece. Em algum momento, vou entender a situação e voltaremos mais fortes. Aliás, acabei de descobrir como posso superar isso: uma daquelas salas onde você entra e destrói tudo. Provavelmente passarei o dia inteiro amanhã lá destruindo coisas. Talvez ajude, talvez não. Muito obrigado.









