Ex-top 5 do mundo e atual 13º colocado, o russo Andrey Rublev comentou porque aderiu ao protesto dos atletas do top 20 e estão fazendo pressão na entidade. Ele apontou que os tenistas são usados e não são ouvidos.
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“É normal. Há anos que tentamos comunicar, trabalhar em conjunto e explicar que há coisas que podem ser melhoradas, mas ninguém presta atenção. Chega um ponto em que pensamos que temos de fazer alguma coisa para que pelo menos nos ouçam e possamos sentar e conversa”, começou dizendo em entrevista coletiva nesta sexta em Paris antes do início de Roland Garros.
“Não se trata apenas de dinheiro. Há muitos aspectos envolvidos. Tentamos comunicar há anos e, muitas vezes, nem sequer respondem aos emails oficiais durante meses. Fazemos o mesmo, então chega um ponto em que pensamos: ‘Vamos lá, estamos todos juntos nisto, ou então não se importam mesmo.'”
O russo denunciou o tratamento dado aos jogadores: “Não pode ser uma relação unilateral, em que os jogadores são simplesmente usados e pronto. Por vezes, o tratamento dado aos jogadores não é correto. No final, todo o dinheiro e tudo o que existe em torno deste esporte é gerado graças aos jogadores.”
O protesto com ameaça de boicote começou com a premiação mais baixa oferecida por Roland Garros para esta edição. Mas outras coisas são levantadas por Rublev.
“Os torneios do Grand Slam geram a maior parte do dinheiro, e ainda assim sentimos que eles não ajudam em muitas coisas importantes. Não estamos simplesmente dizendo ‘nos deem mais dinheiro'. Existem muitas estruturas que poderiam ser melhoradas para ajudar o esporte a crescer, como bônus, aposentadorias e diferentes formas de apoio aos jogadores.”
“Estamos completamente abertos à comunicação e à busca de soluções. Tentamos fazer isso há anos. Agora também depende deles. Se eles não quiserem ouvir, teremos que pensar em qual será o próximo passo para que nos ouçam. Tudo depende da comunicação. Os jogadores querem colaborar e ajudar a desenvolver o esporte. Queremos que todos se sintam confortáveis no circuito, mas para que isso aconteça, é preciso haver uma relação muito mais equilibrada.”
Rublev comentou sua experiência no Conselho de Jogadores da ATP: “Estar no Conselho me ajuda a ter uma visão mais ampla de tudo o que está acontecendo. Quando você está de fora, ouve uma versão dos jogadores, outra dos torneios, outra da ATP ou da ITF, e no fim, é difícil saber realmente o que está acontecendo. Mudar as coisas no tênis não é fácil porque há muitas partes envolvidas: ATP, ITF, federações, diretores de torneios, países, jogadores… Cada um tem seus próprios interesses, e é por isso que até mesmo mudar algo pequeno pode se tornar um processo muito longo.”









