João Fonseca x Rafael Jodar. Duelo da mesma geração, dos NextGen, ambos de 19 anos, o brasileiro um mês mais velho.
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Diante do que vinha jogando nas últimas semanas, o crescimento, ganho de maturidade e confiança e a falta de ritmo de jogo no saibro de Madri do brasileiro em condições bem diferente dos outros torneios ao nível do mar no saibro europeu, era natural que João Fonseca não teria um jogo favorável e logo uma derrota em um jogo parelho fosse algo normal.
Foi isso o que aconteceu nos dois primeiros sets. Um jogo bem duro como o esperado, decidido nos detalhes. Um mal início de tie-break do brasileiro, uma bobeada do espanhol no primeiro game do segundo abrindo 40 a 0 e perdendo o saque.
Eis que João perde o saque no segundo game do terceiro set após ter chances de confirmar e perde o controle emocional. Detona a raquete sem dó. Só que não consegue mais voltar no jogo. Perde dois games rapidamente. Tem chances no 4 a 0, não consegue quebrar e o terceiro set acaba de forma rápida. A bola do brasileiro ficou mais curta e o espanhol aproveitou.
O emocional de João desmoronou e por consequência o físico também.
Esse jogo é bem importante para Jodar. Dá uma crença maior que pode fazer coisas grandes no esporte. Ele tem bola, tem potência, tem físico, tem coração. É tão bom quanto João ou até melhor que ele. Hoje foi melhor em condições favoráveis. Se será melhor ao nível do mar, no piso duro, fora da casa dele, só o tempo irá dizer. Mas o espanhol chegou que chegou e é mais um grande nome da jovem geração.
Pra João é avaliar os motivos pelo desmonte emocional. Se foi a pressão por se sentir algo favorito que na minha concepção não era. Ou se foi um momento, detalhe da partida. E seguir em frente com aprendizado pois vem Roma e Roland Garros pela frente.
No final das contas vejo como positiva a queda. Se ele e sua equipe souberem administrar em esse resultado pode diminuir as próprias expectativas que ele deposita nele. Expectativa em se ver como favorito em jogos parelhos e do lado de fora em como ex-jogadores, comentaristas internacionais que vinham focando nele mudem para o lado do espanhol e tirem essa pressão que paira no ar pelo brasileiro e em certas ocasiões não é nada boa.
Até o momento João vem evoluindo aos poucos, mas ainda com buracos na parte física, tática e emocional. Ele é um fenômeno para o tênis brasileiro que carece de jogadores desse nível. Mas para o mundo é um grande jogador com baita potencial que ainda vem sendo desenvolvido.









