O tenista alemão Alexander Zverev, número três do mundo, segue seu sonho do primeiro Grand Slam e, nesta terça-feira, assegurou vaga na semifinal do Australian Open ao derrotar o americano Learner Tien, 26º, por 3 sets a 1 com parciais de 6/3 6/7 (7/5) 6/1 7/6 (7/3).
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O tenista afirmou vir se sentindo bem, sem dores, em buscado da sonhada conquista: “Nos últimos dez dias, tenho me sentido bem, o que é ótimo, e sem dor, algo que não sentia há muito tempo, provavelmente uns 12 meses. É um bom começo; me sinto bem. Sinto que estou jogando bem. Me sinto feliz na quadra porque estou jogando sem dor e em um bom nível. Claro, vencer sempre ajuda. Quando você vence, automaticamente fica mais feliz como atleta, mas meu melhor tênis, eu diria, foi provavelmente em Roland Garros em 2022, quando me lesionei. Aquele foi provavelmente o meu melhor tênis”, explicou Alexander Zverev em uma coletiva de imprensa.
Para Zverev, estar se sentindo sem dores é um desafio: “É uma luta constante. Quando você está lidando com lesões, com certas dores e incômodos, e sente que não consegue fazer todos os movimentos livremente, você também fica mentalmente cansado. Então, talvez você não tente arriscar tanto nos golpes. Talvez você não confie tanto no seu corpo, mas eu também tenho trabalhado no meu jogo. Tenho trabalhado no meu tênis agressivo. Se essas coisas funcionarem para mim, acho que o sucesso também virá.”
O alemão disse estar se divertindo e tirando a pressão pelo feito inédito que ainda busca e bateu na trave três vezes, a última em Melbourne ano passado: “Talvez os melhores jogadores sintam mais pressão no início para evitar uma eliminação precoce. Qualquer um que esteja jogando nas semifinais, Carlos ou Alex, são ótimos jogadores. Você só quer uma partida fantástica. No meu caso, ainda estou em busca desse Grand Slam tão desejado. Claro que ainda quero conquistá-lo, mas também quero me divertir jogando tênis. No momento, estou fazendo isso, e isso é o mais importante para mim.”
Calendário e comparativo com Alcaraz e Sinner
Zverev fez uma reflexão sobre o calendário e comparativo com Carlos Alcaraz e Jannik Sinner que desistem de alguns eventos ao longo da temporada: “Eles ganham 50 milhões de dólares por ano; nem todo mundo é o Carlos e o Jannik. Não estou reclamando da minha vida; também estou muito feliz com a minha conta bancária, mas é um pouco diferente. O Roger, no final da carreira, jogava uns dez torneios por ano. O Novak agora joga dez torneios por ano. É muito diferente. Vou ter que me adaptar.”
“Preciso melhorar meu calendário. Este ano é bem diferente depois do Aberto da Austrália, então é um processo de aprendizado. Também preciso entender que meu corpo pode estar envelhecendo um pouco. Talvez esteja ficando um pouco mais cansado com as partidas. Resumindo, agora quero me concentrar nisso e jogar o meu melhor tênis nas próximas duas partidas.”
Zverev encara Alcaraz ou o australiano Alex De Minaur na semifinal.









