Em sua entrevista ao podcast Nothing Major, comandado pelos ex-tenistas John Isner, Jack Sock, Steven Johnson e Sam Querrey, o alemão Alexander Zverev deu uma declaração surpreendente em comparativo de gerações.
“A maior diferença é que o tênis mudou”, iniciou ao ser questionado sobre a diferença do tênis em que ele chegou ao circuito 10 anos atrás e o atual. “Todo mundo bate na bola com muita força. Hoje em dia, todo mundo tem um estilo de jogo parecido. Não existe mais a elegância do Roger (Federer), nem os topspins do Rafa (Nadal). O Carlos (Alcaraz) tem um pouco disso, mas todo mundo joga mais ou menos da mesma forma”.
“(Jannik) Sinner joga muito rápido, batendo forte na bola. (Taylor) Fritz bate forte na bola. Quando eu jogo bem, bato forte na bola. Draper bate forte na bola, (Andrey) Rublev bate forte na bola. Todo mundo meio que bate na bola com toda a força que consegue”, seguiu ele.
Do ponto de vista do alemão, o atual top 30 da ATP é muito mais forte do que no auge do Big 3 (Nadal, Federer e Novak Djokovic) quando tinha nomes de destaque como Stan Wawrinka, David Ferrer e Tomas Berdych.
“Esses eram nomes muito importantes, mas em termos de tênis, com certeza melhorou. Acho que os jogadores entre número 15 e 30, esses caras melhoraram”, opinou o alemão que curiosamente aposentou Ferrer em duelo pelo Masters de Madri em 2019 e de quem perdeu sua primeira grande partida no circuito, semifinal em Hamburgo 2014.
“Antes, era muito raro ver um Ferrer perder para alguém entre os 30 melhores do mundo em um Grand Slam. Isso simplesmente não acontecia”, destacou ele sobre a diferença geracional e completou: “Agora é diferente, Rublev pode perder para (Francisco) Cerúndolo em Roland Garros. Tommy Paul pode vencer Casper Ruud. Não existe mais uma diferença tão grande entre os 10 melhores como antigamente”.








