Após sua incrível vitória em quatro sets sobre o sérvio Laslo Djere, Stan Wawrinka, de 40 anos, comemorou o feito sendo um dos mais velhos a vencer uma partida em Grand Slam, com triunfo na estreia do Australian Open.
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“Para mim estava claro que jogar um ano inteiro em uma turnê de despedida não seria muito empolgante. No fim das contas, sou competidor, sou apaixonado pelo que faço, sempre quero superar meus limites. Sempre fiz isso ao longo da minha carreira e, acima de tudo, amo demais este trabalho, amo demais ser tenista, amo demais a competição para simplesmente vir aqui e dizer adeus“, disse o suíço, campeão do torneio em 2014 sobre Rafael Nadal.
“Treinei muito em novembro e dezembro para tentar manter meu nível o máximo possível. Já estou muito feliz com as cinco partidas que consegui jogar na United Cup, contra jogadores de alto nível, e mostrando um nível muito alto, mesmo tendo vencido apenas uma; para mim, o mais importante era o nível. É claro que não é apenas bom conseguir vencer uma partida aqui no início do ano, mas, acima de tudo, sabendo que é a última vez que jogarei aqui, é ainda mais importante poder ficar o máximo de tempo possível.”
Ele destacou encerrar o ciclo com o técnico que o levou aos três títulos de Majors, Magnus Norman: “Estou muito feliz por poder encerrar minha carreira com ele. É verdade que trabalhamos juntos desde 2013. Ganhamos os títulos mais importantes juntos, vivemos muitas experiências juntos. Adoro trabalhar com ele; ele é um excelente treinador, conhece tênis muito bem. Ele sempre tem essa motivação para ir além dos limites, e é por isso que ele se encaixa tão bem. Independentemente da idade, do meu nível ou do resultado, sempre queremos ir mais longe, melhorar e alcançar o melhor nível possível. É nisso que temos trabalhado novamente durante esta pré-temporada. Nos esforçamos muito para encontrar um nível alto e competitivo, e estou muito feliz por já estarmos nesse nível no início do ano.”
Após a batalha na estreia, ele destacou sua condição física: “Tenho trabalhado muito para me manter em forma, para me esforçar ao máximo. Acho que a semana na United Cup também me ajudou muito, porque joguei partidas de mais de três horas em dias consecutivos, além de passar bastante tempo na quadra, em alto nível. Isso me deu muita confiança no que sou capaz de fazer. Mas, no fim das contas, ainda tenho 40 anos e nunca se sabe o que pode acontecer. Também não se deve pensar muito à frente, sobre quanto tempo a partida vai durar ou se vai para o quinto set ou não. Não, você tem que fazer o melhor que puder com o que tem a cada momento. Hoje foi ótimo.”
Stan ainda sente nervosismo mesmo com toda a experiência: “Quase a partida inteira (risos). Não, claro que fico nervoso. Isso sempre foi algo positivo para mim. Significa que me importo muito com isso. Significa que quero muito me sair bem. Estou me esforçando ao máximo. É aí que você precisa ser muito disciplinado consigo mesmo, com a sua mente, com o que precisa fazer durante a partida. Acho que partidas longas, de cinco sets, também me ajudam a relaxar, a ficar um pouco mais concentrado e a me movimentar melhor. Foi o caso hoje. Acho que comecei a jogar melhor no segundo, terceiro e quarto sets.”
E o sentimento com duas décadas de carreira ? “Gostaria que fosse a mesma coisa, com a mesma potência e tudo mais (sorri). Não, não tento me sentir como me sentia há dez anos. Sempre fui honesto comigo mesmo, sabendo onde estou, quais são as minhas capacidades, o que posso fazer, o que ainda posso alcançar e como ainda posso jogar. Tento usar tudo isso em quadra em todas as partidas. Sei que não sou tão bom quanto costumava ser. Sei que fisicamente e tecnicamente, não sou o que era. Isso é normal. Estou ficando mais velho, mas ainda estou feliz com o que faço, sempre tentando superar meus próprios limites, sempre tentando ser melhor. Estou feliz por ter tido a oportunidade de vencer uma partida de Grand Slam aqui”.









