O monegasco Valentin Vacherot, 204º, já não sabe nem em que dia da semana está, porém está 100% dedicado a viver o sonho de estar na semifinal do Masters de Shanghai, na China, onde está escrevendo história pessoal e para seu país.
Após vencer o dinamarquês Holger Rune e se garantir em sua primeira semifinal da carreira, Vacherot chorou e depois, na entrevista em quadra, demonstrou muita alegria de estar vivendo o melhor momento de sua carreira aos 26 anos.
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“Eu não vim como qualificatório (garantido para jogar o quali), vim como alternate (reserva). Eu nem tinha certeza se jogaria o qualificatório”, disse Vacherot em quadra. “Isso é simplesmente inacreditável. A última vitória já significou muito para mim. Esta significa ainda mais”, confessou.
“Foi difícil não pensar nisso no match-point, também em chegar ao Top 100. Sei que é só um passo, mas tentei não olhar para o ranking de todo o torneio. Eu tinha lido que, se vencesse, chegaria ao Top 100, mas isso é simplesmente inacreditável para mim. Mal posso esperar [pela semifinal]. Estou muito feliz e vivendo um sonho”, completou Vacherot, que já garantiu sua chegada ao posto de 92º do mundo pela primeira vez na carreira e pode avançar ainda mais (entenda aqui) .
“No primeiro set, fisicamente fiquei realmente chocado. Foi um passo à frente [do que estou acostumado]”, se rendeu o monegasco que perdeu a parcial em 6/2 para Holger Rune.
Vacherot então refletiu parte de sua sequência em Shanghai, com vitórias que ele mesmo está surpreso: “Eu já achava que o Tallon [Griekspoor, nas oitavas de final], em termos de tênis, estava jogando muito bem. Já fiquei chocado com isso. (Alexander) Sascha Bublik [seu rival na segunda rodada], sabemos como ele joga. Você podia esperar qualquer golpe a qualquer momento. É por isso que ele é tão bom. Mas hoje fiquei chocado com a forma como [Rune] estava defendendo”, seguiu.
“Pontos que eu ganharia contra 90% dos caras, para ele era apenas uma bola aleatória. Eu senti que estava entrando e teria um voleio fácil. Então, o primeiro set foi bem físico. Meus pulmões estavam gritando um pouco, mas isso me ajudou muito no segundo set, porque eu simplesmente saí para me trocar e isso me ajudou a jogar um pouco mais livre”, explicou o monasco, que precisou de 2h59 para virar a batalha contra o dinamarquês.









