Começa neste sábado o primeiro torneio em nível WTA realizado na capital paulista em mais de 25 anos, o SP Open. O torneio conta com a presença de sete brasileiras na chave principal, sendo a paulistana Beatriz Haddad Maia a principal favorita, e outras duas na disputa do torneio qualificatório, Luisa Stefani e Pietra Rivoli.
Para acompanhar este momento histórico do tênis feminino sul-americano e brasileiro, o Tênis News elaborou um guia de orientação e com informações essenciais ao público em geral para a chegada e participação no evento, que será realizado no Parque Villa Lobos na zona oeste da capital paulista.
SP Open
O torneio será disputado em piso rápido descoberto, com uma chave principal com 32 atletas e chave com 16 duplas, além de 16 qualifiers em simples.
A competição foi incluída em 2025 no calendário WTA e distribuirá US$ 275. 094 , cerca de R$ 1,5 milhão, em premiações totais.
O local – Parque Villa Lobos
O Parque Villa Lobos é um dos principais parques públicos da cidade de São Paulo com um complexo de 732m² totais e o maior conjunto de quadras públicas de tênis da maior cidade do país. São sete quadras, das quais duas são dedicadas às atividades do projeto sócio-educacional Bola Dentro e as demais cinco abertas ao público em geral durante o horário de funcionamento do parque.
O Projeto Bola Dentro foi fundado em 2005, sempre com atividades no Parque Villa-Lobos, e atua com a prática do tênis para meninos e meninas entre 7 e 18 anos, com o objetivo de desenvolver aspectos físicos, sociais e cognitivos, explica em seu site.
Historicamente, o complexo de quadras do Parque fundado em 1989 já recebeu outros torneios profissionais, sendo o último deles o São Paulo Challenger que até 2014 acontecia na segunda semana do ano. Toneio este que fez parte da vida de Bia Haddad, como ela revelou em entrevista coletiva nesta sexta-feira.
“Eu tive a experiência de ter participado do lado de fora quando era jogado o Challenger aqui, masculino. Eu, muitas vezes, vinha aqui para o Villa-Lobos também para assistir ao torneio. Então isso me marcou, alguns anos atrás, e com certeza também faz a diferença para me inspirar e eu estar aqui hoje, nessa cadeira, e podendo jogar no quadro”, disse a brasileira ao destacar que a realização do SP Open é uma maneira de inspirar pelo tênis os fãs, mas também as novas gerações não apenas a serem atletas, mas a serem profissionais com os valores que o esporte apresenta.
O Parque Villa Lobos é de propriedade do Governo do Estado de São Paulo e desde abril de 2022 é administrado pela iniciativa privada.
Como chegar
A entrada do Parque Villa Lobos que dá melhor acesso ao torneio é o Portão 6, que fica na entrada da Avenida de Arruda Botelho altura do número 184, lado da tradicional Banca Santa Cruz ou pelo Portão 5, que dá acesso ao estacionamento do Parque.
Os valores do estacionamento, de acordo com o site da administadora, iniciam-se em R$ 12,00 a primeira hora, o período de 12 horas de permanência é de R$ 25,00 e o valor de diária com saída após as 19h30 é de R$ 39,00. Nenhum trabalhador do Parque ou do estacionamento questionado pela reportagem soube confirmar se os valores permanecerão os mesmos durante o SP Open. Cabe destacar que o estacionamento é de responsabilidade da administradora do Villa-Lobos e não está ligado à organização do SP Open.
Pela Avenida de Arruda Botelho, na altura da entrada do Portão 6, apenas uma linha de ônibus municipal circula. É a de número 6262-10 Ceasa – Terminal Bandeira. Circulam ainda pela região três linhas intermunicipais administradas pela EMTU, são elas: 058 – Terminal Helena Maria (Osasco) – Pinheiros (São Paulo); 080 Jardim Bonança (Osasco) – Pinheiros (SP); e 211 Vila Menck (Osasco) – Pinheiros (SP).
Há a possibilidade de fazer uso da Linha 9 – Esmeralda de trens metropolitanos. Aqui as opções podem ser descer na estação “Villa-Lobos – Jaguaré) e passar por uma longa caminhada dentro do Parque – a estação está no lado oposto do Parque -, ou mesmo descer na estação Cidade Universitária e encarar uma caminhada pelo Alto de Pinheiro por cerca de 25 minutos ou pegar um táxi ou carro de aplicativo na saída da estação.
A Linha 9 – Esmeralda possui conexão primeira com a Linha 8 – Diamante do trem na Estação Presidente Altino; nesta conexão o usuário precisa pegar a Linha Esmeralda sentido ‘Varginha' e descer em alguma das estações indicadas. Há ainda conexão com a linha Amarela do Metrô na Estação Pinheiros e com a linha Lilás do Metrô na Estação Santo Amaro. Em ambas as baldeações, o usuário com destino ao SP Open precisa pegar o trem sentido Osasco. Dois terminais de ônibus urbanos estão ligados a linha são eles o Terminal de Osasco e o Terminal Pinheiros.
Quem joga?
A estrutura do torneio comporta uma chave principal de simples 32 jogadoras e mais 16 disputando o qualificatório, além de 16 duplas.
A paulistana Beatriz Haddad Maia, atual 22ª do mundo, é a principal favorita ao título e tem o fenômeno filipino Alexandra Aela como cabeça de chave dois. Entre os nomes de destaque de não-brasileiras da disputa estão a australiana Ajla Tomjlanovic, a britânica Francesca Jones, a argentina Solana Sierra, a indonésia que fez história no US Open, Janice Tjen e outras.
Além de Bia Haddad, as brasileiras que jogam a chave principal do SP Open são: Laura Pigossi, Carolina Meligeni Alves, Ana Candiotto, Luiza Fullana, Nahuany Silva e Victoria Barros. No qualificatório, o público paulistano torce em especial para Luisa Stefani e Pietra Rivoli.
As chaves
A disputa do torneio qualificatório será entre 6 e 7 de setembro, com entrada gratuita, porém todos os ingressos estão esgotados.
A chave principal será disputada entre 8 e 14 de setembro. Na segunda e na terça-feira, a abertura dos portões será às 12h e a previsão de término é por volta das 20h. As sessões de quarta e quinta-feira têm abertura de portões às 14h e previsão de término às 22h. Na sexta-feira, disputa de quartas de final, os portões abrem às 12h com previsão de fim de programação às 22h. As semifinais no sábado começam às 12h e têm previsão de término às 20h. A grande final no domingo tem abertura dos portões às 14h e previsão de término por volta das 18h.
Os ingressos para as quadras estão esgotados todos os dias. Há disponível ao público apenas o Ground Pass, que é um ingresso que não dá acesso à quadra Central Maria Esther Bueno, mas “permite ao público assistir aos jogos da principal arena pelo telão instalado na área interativa”. Os valores são de R$ 35,00 entre segunda e sexta e de R$ 50,00 no final de semana.
Venda no site da Eventim (aqui).
Boulevard
A área de interação do evento contará com 2 restaurantes, 3 food-trucks e um bar, o da patrocinadora do evento a Heineken. O espaço ainda tem mais de 20 estandes com atividades propostas pelas marcas patrocinadoras do torneio.









