Já na Austrália para a disputa da United Cup, o grego Stefanos Tsitsipas concedeu entrevista e falou sobre o pesadelo que passou na temporada 2025 lidando com uma lesão nas costas. Ex-top 3 e atual 34º do mundo, Tsitsipas viveu momentos difíceis e pensou em aposentar-se aos 27 anos.
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“Nos últimos três ou quatro torneios da temporada passada, apenas pude me esforçar, pois era necessário encontrar uma solução, algo que realmente me ajudasse a me recuperar. Tomei todas as medidas imagináveis e necessárias para isso, e é uma grande satisfação para mim poder dizer que completei a pré-temporada sem nenhuma dor ou desconforto. Espero que isso se mantenha durante todo o ano”, contou satisfeito o ex-top 3 que fechou o ano com a disputa do qualificatório da Copa Davis diante do Brasil.
“Durante seis ou oito meses, minha maior preocupação ao entrar em quadra para competir era se conseguiria terminar a partida e, se vencesse, se estaria pronto para a próxima”, afirmou Tsitsipas ao ser questionado sobre a lesão nas costas.
“Fiquei realmente assustado depois do US Open porque não consegui andar por dois dias. Isso me fez repensar meu futuro. Consultei um dos médicos esportivos mais renomados do mundo e espero que a boa sensação que tenho continue”, explicou ele que foi derrotado no US Open na segunda rodada pelo alemão Daniel Altmaier em uma batalha em cinco sets.
Stefanos Tsitsipas teve 22 vitórias e 18 derotas durante todo 2025, sua melhor semana foi em fevereiro, quando ficou com o título do ATP 500 de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos ao derrotar o canadense Felix Auger Aliassime, que na ocasião era o tenista com mais vitórias no ano.
O grego flertou com a possibilidade de se retirar do tênis aos 27 anos mais de uma vez neste período: “Ao me ver tão gravemente ferido e em um estado físico e mental tão debilitado e sombrio por tanto tempo, muitas coisas me vieram à mente. Era impossível não pensar no que seria da minha vida no futuro se eu continuasse assim. Houve momentos em que me perguntei por que estava fazendo aquilo, qual era a minha necessidade de suportar tanta dor”.
“Prefiro desistir do tênis se não puder mais aproveitá-lo sem dor do que ter que lidar constantemente com problemas de saúde graves. Quero ser feliz. Suponho que, se não puder competir, terei que parar, mas meu sonho seria continuar competindo por mais dez anos. O tênis me deu tudo; seria incrivelmente difícil ter que desistir”, confessou.
Stefanos Tsitsipas abre o ano disputando a United Cup, único torneio misto organizado por ATP e WTA. Esteé seu terceiro ano na competição e sua parceira de time será a ex-top 10 Maria Sakkari.









