Por Sérgio Hansen, professor, técnico e árbitro
A coluna Tênis Qualificado do árbitro e professor Sérgio Hansen traz hoje a terceira e última parte da série sobre código de ética no tênis, baseado no livro The Code of Tennis de Nick Powell da USPTA. A coluna traz o comportamento adequado a todos os tenistas em jogos amadores. Não perca a última edição!
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Código de Ética no Tênis – Parte I
Código de Ética no Tênis – Parte II
1. Uma bola, que não a disputa no ponto, que adentre a quadra durante a disputa de um ponto, é motivo para anulação do ponto (let).
1.1 Quando o jogo estiver em curso, o jogador da quadra vizinha não deve invadir a quadra visando recuperar a bola.
1.2 Não deve ser solicitado o retorno da bola até que o ponto na quadra vizinha tenha sido encerrado.
1.3 O retorno da bola à quadra vizinha deve ser feito de modo cortês, batendo com a raquete na direção do solicitante, de preferência com um quique antes que o mesmo possa recolhê-la.
1.4 Cada jogador deve recolher as bolas em repouso no seu lada da quadra, oferecendo ao próximo sacador ou despositando sobre a linha de fundo no caso das inversões de lado.
2. Todos os jogadores devem estar adequadamente vestidos para uma partida de tênis: “blue-jeans” ou sapatos para corrida são proibidos.
3. É vedado ao jogador ausentar-se da quadra para a substituição da raquete durante a realização de uma partida, razão pela qual é indicado que cada jogador possua uma raquete reserva.
3.1 No caso de rompimento do encordoamento da raquete, o jogo deve seguir normalmente até a definição do ponto, quando então será permitido ao jogador a substituição por outra raquete, sem contudo implicar numa maior interrupção ou adiamento da partida.
4. Breves interrupções na partida são autorizadas visando normalizar o vestuário, calçados, equipamento, raquete ou mesmo saídas de boa fé ao “toalete” durante o jogo. Contudo, isso só ocorrerá após a definição do ponto em disputa.
5. Todo o jogador que tiver praticado um toque de bola, toque de rede ou cometido uma invasão deve espontaneamente se auto acusar.
6. Desde que seja efetivada de forma não deliberada e com um movimento continuo em balanço para frente, a dupla rebatida e a condução são consideradas rebatidas legais.
7. O período de aquecimento realizado previamente à partida e na quadra de jogo deve limitar-se a dez (10) minutos, sendo reduzido a cinco (05) no caso de ser disponibilizado recolhedores de bola. Como forma de cortesia, não deve ser praticado o retorno ao serviço de forma concomitante com o aquecimento do serviço por parte do opositor.
7.1 A fase de aquecimento prévio deve ser efetivada em apenas um dos lados da quadra, não se justificando, mesmo em dias ventosos, a mudança de lado durante o aquecimento.
7.2 É proibida a prática de aquecimento adicionais após ser iniciado a disputa do primeiro ponto da partida.
8.O serviço só pode ser realizado após o recebedor acusar estado de expecctativa.
8.1 Uma vez acusado pelo recebedor o estado de expectativa, o mesmo não pode mais desfazer-se dessa posição, salvo pela ocorrência de interferência externa fortuita.
8.2 Constitui-se em responsabilidade do recebedor, em nome de dupla, de acusar a posição de expectativa, sinalizando dessa forma ao sacador de que ele e seu parceiro estão prontos para receber o serviço.
8.3 A execução do serviço por parte do sacador é indicação de que o time que esta servindo está pronto para a disputa do ponto.
9. Em qualquer discussão sobre fatos, a posição de cada jogador tem igual peso. No caso do não atendimento de um consenso entre os competidores, deve ser efetivado um sorteio. Atitudes ofensivas entre os jogadores devem ser sempre evitadas.
10.Dissimulações de qualquer natureza por parte dos jogadores constituem-se em prática anti-desportiva e, como tal, não devem ser praticadas.
11. Resmungos (ou outros ruídos estridentes) podem ser motivo para anulação ou mesmo reversão de um ponto, devendo serem evitados. Além disso esses ruídos pertubam os jogadores das quadras adjacentes, cosntituindo-se numa conduta imprópria.
12. Não se inscreva num torneio de tênis para posterior desistência por descobrir que um adversário mais qualificado também está inscrito. Se você tiver que faltar a um jogo de torneio, comunique antecipadamente à comissão de arbitragem. Caso você desista de participar de um torneio já tendo sido devidamente inscrito, não espere receber de volta a taxa de inscrição, a menos que você desista antes do encerramento do prazo para inscrição.
Saiba mais sobre Sérgio Hansen
Sergio Alberto Hansen, professor com curso superior em Ed. Física, promotor de eventos tenísticos, atuou nas funções de árbitro e dirigente da federação gaúcha tênis, bem como desenvolveu o primeiro projeto social de tênis em Porto Alegre. Exerce as atividades desde 1981 em diversos clubes gaúchos.
Atualmente desenvolve físico/técnico/tático e palestras educativas na Academia Power Center situada na capital gaúcha.









