Por Gilbert Bang, médico da Copa Davis – Torneios como Belgrado e Praga apresentaram temperaturas baixas. O jogo de Tiago Fernandes, na República Tcheca, foi jogado a -2°C como ele mesmo nos informou. Vimos também Djokovic jogar de mangas compridas.
Além da temperatura ambiente e da temperatura corporal central deve-se ficar atento à presença de vento e de água (sudorese, roupa molhada). A temperatura corporal inferior a 35°C já é sinal de hipotermia e leva a graves danos à saúde.
A partir de 24°C ou menos de temperatura ambiental, já devemos levar em consideração esses cuidados, pois há o aumento do metabolismo para compensar a perda de calor corporal. Na presença de vento, essa perda é mais acentuada. Basta notar que a sensação térmica de frio nessas condições é maior e por isso a roupa de inverno é mais apropriada para diminuir a superfície de contato com o ambiente. Por outro lado, a roupa molhada do jogador pode levar em média à queda da temperatura corporal em até 3°C (lembrar também de trocar as meias molhadas!).

Para manter a temperatura corporal central estável, há o aumento da utilização de carboidratos e queda do VO2 máximo, prejudicando a performance do atleta. A temperatura muscular também fica diminuída levando à diminuição do controle neuromuscular e consequentemente ao prejuízo da coordenação motora mesmo em atletas de elite. Associado a tudo isso, há aumento da perda de água tanto pela diurese quanto pela respiração.
A análise ambiental também é parte da preparação do atleta e dos cuidados de saúde!
Sobre Dr. Gilbert Bang
Gilbert Bang é médico fisiatra, mestre em Ortopedia e Traumatologia, médico do Centro de Reabilitação do Hospital Albert Einstein (SP), membro da Society for Tennis Medicine and Science (STMS).
Bang também é Médico da Equipe Brasileira da Copa Davis e do Departamento Infanto Juvenil da CBT.
Fale com o Bang: falabang@hotmail.com









