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Tênis e Saúde – A Mulher Atleta

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Por Bang, médico do time da Copa Davis – A participação de mulheres em competições vem aumentando nas últimas décadas e o conhecimento científico neste campo tem se desenvolvido exponencialmente, mas ainda há muitos pontos a serem esclarecidos que vamos tratar aqui.

O treinamento deve levar em conta as peculiaridades morfológicas, fisiológicas e biomecânicas do corpo principalmente após a puberdade, ocorrem alterações na composição e dimensão corporal.

As mulheres tem menor quantidade de massa muscular que os , principalmente nos membros superiores. Além disso, as fibras musculares mais predominantes são as do tipo I, ou seja, as mais lentas. Isso explicaria a menor potência muscular dos golpes no tênis feminino.

Classicamente a tríade da mulher atleta é o tópico mais discutido: alterações do ciclo menstrual, transtornos alimentares e os distúrbios minerais ósseos. Felizmente, o número de que apresentam a tríade é baixo, mas os sintomas podem aparecer lenta e gradualmente.

A menstruação em si não é fator que impede a prática de exercícios ou treinamento intenso. A limitação pode acontecer quando há dor associada ao período menstrual, conhecida dismenorreia. Um importante a ser considerado é que o rendimento pode ser melhor após o período menstrual, influenciando na programação do treinamento físico.

As causas das alterações do ciclo menstrual, que pode chegar à ausência do mesmo (amenorreia), ainda não são . As alterações hormonais que levam a essas alterações podem ser decorrentes de fenômenos psicológicos, volume, frequência e intensidade de treinamento. Talvez o início precoce em treinamento possa atrasar a menstruação e aumentar o de amenorreia.

Os transtornos alimentares estão relacionados à manutenção da composição corporal ideal seja para a competição seja por pressão social (estética). A anorexia e bulimia devem ser tratadas precocemente e o controle do corporal deve ser rígido!

Essas primeiras possíveis alterações podem resultar em distúrbios minerais ósseos (osteoporose). A deficiência de estrogênio pela amenorreia e a baixa ingesta de cálcio decorrente dos distúrbios alimentares são as principais causas da perda de tecido ósseo na mulher atleta.

Outros temas relacionados a atleta mulher devem ser considerados como a gravidez, tamanho dos seios influenciando a postura e mudança do eixo do , o baixo centro de gravidade e as nuances do esqueleto como tendência em “” das articulações.

Voltaremos ao assunto. Até a próxima!

Sobre Dr. Gilbert Bang

Gilbert Bang é médico fisiatra, mestre em Ortopedia e Traumatologia, médico do Centro de Reabilitação do Hospital Albert Einstein (SP), membro da Society for Medicine and Science (STMS). Bang também é Médico da Brasileira da Copa Davis e do Departamento Infanto da .

Fale com o Bang: gilbertbang@hotmail.com

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