Por Gilbert Bang, médico do time do Brasil da Copa Davis – A tendinopatia patelar também é conhecida como “joelho do saltador” pela sua relação com a sobrecarga do aparelho extensor do joelho, composto basicamente pelo quadríceps e tendões quadricipital e patelar.
Ela ocorre mais comumente em esportes que envolvem saltos como basquete e voleibol, mas também naqueles que exigem força e potência dos membros inferiores, que é o caso do tênis onde a mudança de direção é o principal movimento envolvido com a lesão.
O mecanismo pelo qual a tendinopatia ocorre não é bem compreendido e por este motivo há várias opções terapêuticas. Desta forma, não há um protocolo adequado de tratamento da tendinopatia crônica e várias técnicas de tratamento são desenvolvidas continuamente em busca da cura. Nem mesmo o tratamento cirúrgico tem um resultado preciso.
Estudando-se o tendão acometido observa-se que não há processo inflamatório, mas sim, uma degeneração do tecido tendão, principalmente no que diz respeito ao colágeno, decorrente da falha de cicatrização do primeiro episódio (tendinopatia aguda). Existe um aumento do número de células, mas com estrutura alterada o que leva ao mau funcionamento do tendão (perda de força tensional). Há também aumento da vascularização e de nervos onde normalmente não existiria e isto é citado como uma das causas da dor crônica.
Dentre as opções de tratamento temos a fisioterapia clássica, exercícios excêntricos, injeção de plasma rico em plaquetas (PRP), ondas de choque, mesoterapia, injeção de células da medula óssea, uso de órteses (tiras elásticas), cirurgia dentre vários outros protocolos de tratamento. Como não há inflamação, o uso de antiinflamatórios não é indicado muito menos a aplicação de corticoide que pode enfraquecer o tendão.
Assim, recomendamos que logo no primeiro episódio de tendinopatia o atleta faça o tratamento adequado que exige o repouso e afastamento do esporte, etapa muitas vezes negligenciada pelo atleta e equipe. Caso contrário, a tendinopatia pode evoluir com alteração estrutural do tendão, dor crônica e até rotura do mesmo.
Sobre Dr. Gilbert Bang
Gilbert Bang é médico fisiatra, mestre em Ortopedia e Traumatologia, médico do Centro de Reabilitação do Hospital Albert Einstein (SP), membro da Society for Tennis Medicine and Science (STMS). Bang também é Médico da Equipe Brasileira da Copa Davis e do Departamento Infanto Juvenil da CBT.
Fale com o Bang: gilbertbang@hotmail.com









