David Nainkin, técnico da jovem Sloane Stephens, 25ª do mundo e tenista de 19 anos, não ficou nada feliz com a atitude de Victoria Azarenka que chamou atendimento médico após perder cinco match-points e o saque quando servia para a vitória na semi na Austrália.
Azarenka ficou cerca de dez minutos sendo atendida e no retorno quebrou e venceu a rival. Em entrevista em quadra ela não mencionou o problema e afirmou quase ter dado “a amarelada do ano”. Depois, na coletiva destacou que teve um problema na costela que a impedia de respirar
“Acho que foi muito injusto, ela trapaceou as regras. Foi anti-desportivo. Não deveria ser permitido deixar a quadra por 10 minutos antes que a rival vá sacar por qualquer razão. Para isso é bom que tenha algo muito sério. Acho que existe algo nebuloso sobre essa regra que não deveria ocorrer”, afirmou o treinador da tenista algoz de Serena Williams em reportagem do jornal americano USA Today.
Mats Wilander, dono de sete Grand Slams e ex-número 1, comentou a vitória de Azarenka por 6/1 6/4 ao canal Eurosport e chamou a atitude de Azarenka de ridícula: “Não se pode chamar atendimento médico por uma amarelada. Isso foi chocante pra mim, ridículo. Não se deveria pedir atendimento médico quando outro vai servir. Essa regra é ridícula. As regras são para serem seguidas e Azarenka não rompeu com nenhuma delas, mas essa regra é ridícula, horrível”, disse o sueco.
Nainkin seguiu na questão da injustiça: “Sloane ficou dez minutos sentada logo após salvar match-points. Isso quebra o momento. Você tem 90 segundos na virada de lado e é o tempo onde tem que se dar conta do que aconteceu. Ela (Azarenka) teve dez minutos para reagrupar no vestiário. Não é justo”.
Patrick McEnroe, irmão de John McEnroe e ex-capitão da Copa Davis dos Estados Unidos, concordou com as opiniões: “Ela estava muito nervosa e por isso saiu de quadra. É inacreditável”.
Azarenka alegou, em coletiva, estar com um problema na costela que a impedia de respirar, mas aproveitou também para tratar do joelho. A tenista afirmou: “Estou sendo muito honesta sobre o meu problema. Talvez alguém do circuito trapaceie e outras não, mas não estou nem aí. Não duvido de ninguém quando pedem atendimento contra mim”.









