A polonesa Iga Swiatek conversou com os jornalistas após ser eliminada nas quartas de final do Australian Open pela cazaque Elena Rybakina e ter seu sonho de completar o ‘career slam' adiado ao menos para 2027. Swiatek reclamou da falta de privacidade no torneio, destacou falhas em seu jogo que ocasionaram a derrota e pontos onde quer melhorar
Swiatek abriu a coletiva de imprensa falando da derrota em 7/5 6/1 para Elena Rybakina: “É claro que não estou satisfeita com o resultado. Foi uma partida de alta intensidade, e o primeiro set foi equilibrado. Alguns pontos fizeram a diferença, mas no segundo set, com certeza, ela melhorou o saque. Ela estava arriscando mais nos golpes, e ficou muito mais difícil”.
A polonesa falou muito em questões técnicas, de que sabe o que precisa melhorar em seu game e que vai continuar trabalhando nisso com sua equipe, independentemente da derrota para Rybakina.
“Algumas coisas técnicas têm sido bem difíceis para mim ter um processo tranquilo, sabe, em termos de mudanças. Eu vejo o Carlos (Alcaraz), por exemplo, mudando o saque dele todo ano, e para mim uma pequena coisa leva muito mais tempo, então, tem algumas coisas no saque que eu quero mudar e eu já mudei isso sabe, na pré-temporada, mas aí chegam os jogos, e você não tem muito tempo para, tipo, pensar nisso. Você não quer pensar nesses detalhes quando está jogando, então acaba voltando aos padrões antigos, sabe? E basicamente vou me concentrar nisso e ver o que acontece, porque com certeza há algumas coisas que posso mudar para jogar melhor, e vou tentar fazer isso nas próximas semanas e meses”, confessou ela.
Falta de privacidade no circuito
Iga Swiatek foi questionada sobre a questão das câmeras que filmam e transmitem ao vivo pelas redes sociais os bastidores do torneio. As câmeras foram alvo de críticas da americana Coco Gauff (saiba mais).
“A questão é que a pergunta é tipo: ‘Somos tenistas ou somos como animais no zoológico onde somos observados até quando fazemos cocô, sabe?' Ok, isso foi um exagero, obviamente, mas seria bom ter um pouco de privacidade, e também seria bom, sei lá, ter o nosso próprio processo e não sermos sempre observados”, iniciou a polonesa.
“Por exemplo, não sei, em outros esportes, você tem algumas coisas técnicas que talvez queira fazer, não sei… sinceramente, eu não acompanho muito outros esportes, mas acho que seria legal ter um espaço onde você possa fazer isso sem o mundo inteiro assistindo, sabe? Tipo, não sei, em Wimbledon tem quadras em que pessoas com credencial podem entrar, mas é sem torcedores. Em Roland Garros é o mesmo. Existem alguns lugares onde você pode ir pelo menos quando precisa, sabe, mas existem alguns torneios onde é impossível, e você é constantemente observado, seja pelos fãs que podem simplesmente comprar alguns ingressos para a área comum e ir ao seu treino, seja pelas câmeras”, seguiu Swiatek.
“Com certeza, não é simples“, fez questão de destacar. “Eu não acho que deveria ser assim porque somos tenistas, devemos ser observados na quadra, sabe? E também pela imprensa, esse é o nosso trabalho. Não é nosso trabalho virar meme quando você esquece sua credencial, e é engraçado, sim, com certeza. Tipo, as pessoas têm algo para falar, mas para nós, eu não acho que seja necessário”, finalizou ela que na semana passada virou meme na bolha do tênis justamente por ter esquecido de colocar sua credencial para circular nos bastidores do torneio.









