Por Fabrizio Gallas – Bruno Soares faz a semana mais especial de sua vida alcançando em Monte Carlo, a primeira final de Masters 1000 na vida, mas a parceria debutante com Juan Ignacio Chela veio por acaso. Era para ser com Thomaz Bellucci, número 1 de simples do Brasil.
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“A dupla foi formada de ultima hora , ia assinar com o Thomaz (Bellucci), mas como aqui a lista fechou muito dura tive que me separar e assinar com o Chela”, disse Bruninho, atual número 28 do mundo, que não jogou ao lado de Marcelo Melo que lesionou o tornozelo.
Apesar de jogar pela primeira vez com o argentino, Bruno não se surpreende com a sequência em Mônaco: “Sabíamos do nosso potencial e desde o principio acreditavamos que poderiamos fazer uma boa campanha. Estamos jogando bastante de fundo , trantando de ficar sólidos para não errar. De vez em quando vou à rede pra dar uma variada , mas nosso forte tem sido ficar de fundo.”
Bruno Soares já bateu na trave duas vezes parando nas semis dos Masters de Madri e Roma em 2009 ao lado do zimbabuano Kevin Ullyett, mas desta vez não falhou. Ele já entra para a história do tênis nacional fazendo a 1ª final Masters desde Gustavo Kuerten em 2003 em Indian Wells e o primeiro brasileiro finalista de duplas neste tipo de torneio desde o próprio Guga em Paris 2002: “Fico muito honrado com isso , sempre treinei e trabalhei para esse tipo de coisa , espero poder curtir e conquistar mais coisas assim. Está sendo uma semana muito especial , espero poder aproveitar essa chance pra já levar o caneco de uma vez”.
O último título Masters brasileiro foi há nove anos e meio com Kuerten em Cincinnati 2001. Para repetir tal feito, Bruninho terá que superar os irmãos Bob e Mike Bryan, recordistas de títulos e parceria número 1 do mundo: “É sempre muito difícil jogar contra eles. São muito agressivos e não te deixam respirar. Vamos tentar impôr nosso jogo e lutar bastante”.
Mesmo que conquiste o título, o que o deixaria na zona de classificação para o ATP World Finals de Londres, torneio que reúne as oito melhores duplas do ano, o mineiro não pretende se separar de seu parceiro fixo, Melo, com o qual jogará no ATP 500 de Barcelona na semanaque vem.
“Sempre há a possibilidade (jogar mais com o Chela). Eu jogo com o Marcelo Melo e vamos continuar juntos. Mas às vezes precisamos nos separar para entrar nos torneios e fica sempre aberta a porta pra jogar com o Chela”.









