O italiano Jannik Sinner falou em entrevista coletiva após conquistar o título de Wimbledon neste domingo, sobre o espanhol Carlos Alcaraz, em quatro sets.
Número 1 do mundo, Sinner aplicou as parciais de 4/6 6/4 6/4 6/4 sobre Alcaraz, número 2, levantando o troféu do tradicional Grand Slam britânico, jogado na grama.
O italiano falou sobre a ‘volta por cima' após perder dura batalha para Alcaraz na final de Roland Garros:
“Essa é a parte da qual mais me orgulho, não é? Realmente não tem sido fácil. Sempre tento ser honesto comigo mesmo e tenho esse diálogo interno: ‘E se? E se?'. Sempre tento aceitar. Coisas podem acontecer. Acredito que perder uma final de Grand Slam dessa forma é muito melhor do que se alguém te matar e você perder dois games. Depois, você continua. Você continua se esforçando. Fiz muita intensidade em todos os treinos porque senti que poderia jogar muito bem. Também disse depois de Roland Garros que não era hora de me colocar em risco. Outro Grand Slam está chegando, e eu fui muito bem aqui.”
A importância de vencer Alcaraz
“Sim. É importante, com certeza. Quando você perde várias vezes contra alguém, não é fácil. Mas, ao mesmo tempo, no passado, eu sentia que estava muito perto. Se você assistir aos nossos confrontos… começando em Pequim, 7-6 no 3º set. Depois em Roma, eu tinha um set point no primeiro set. Não consegui usá-lo. Depois, em Paris, aconteceu o que aconteceu. Mas eu me senti perto. Nunca me coloquei para baixo. Continuo admirando o Carlos porque, mesmo hoje, senti que ele estava fazendo algumas coisas melhor do que eu. Isso é algo em que vamos trabalhar e nos preparar. Porque ele vai nos atacar novamente. Não é só o Carlos, mas todos nós. Temos um grande alvo em nós. Temos que estar preparados. E então veremos o que acontece no futuro.”
Emoção
“Muito emocionante, não? Mesmo que eu não chore… é emocionante porque só eu e as pessoas próximas sabemos exatamente o que passamos dentro e fora de quadra, e tem sido tudo, menos fácil. Tentamos nos esforçar em todos os treinos. Eu estava com dificuldades às vezes. Mentalmente, talvez até mais nos treinos. Porque sinto que quando jogo uma partida, consigo me desligar e simplesmente jogar. Acredito que isso me ajudou muito. Compartilhar este momento com a minha família aqui, com toda a minha família aqui, é a coisa mais incrível que poderia ter me acontecido. Em Paris, era só a minha mãe e ainda assim foi uma sensação incrível. Aqui, meu pai, meu irmão, minha mãe, toda a equipe, não apenas meus treinadores, todos que trabalharam pra mim estiveram aqui. Foi uma sensação incrível.”











