Logo após conquistar sua segunda maior vitória no ano ao derrotar a americana Madison Keys, 8ª da WTA, na 3ª rodada de Wimbledon, a alemã Laura Siegemund, 104ª, concedeu entrevista em quadra e falou
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“Claro que não dá para não ficar feliz quando se vence uma grande jogadora como a Madison, então estou muito feliz. Não foi fácil hoje, as condições estavam com vento e com muitas variações (destes ventos). Então, às vezes, não foi da melhor qualidade, digamos assim, mas acho que consegui e, no final, é importante encontrar soluções, e acho que fiz isso bem e consegui controlar os nervos”, iniciou ela ao comentar a vitória em um duplo 6/3.
Questionada sobre como foi administrar o nervosismo ao fim do jogo em que chegou a ter três match-points no saque da rival, que os salvou e ainda pressionou a alemã sacando para a partida.
“Sempre tem nervosismo, né? Acho que se você não sentir nervosismo neste momento, provavelmente está morto”, disse a alemã rindo e seguiu: “É uma grande oportunidade para mim e aí você meio que respira fundo como a minha mãe me ensinou em casa e meio que lembra qual é a sua estratégia. É uma oportunidade. Tecnicamente, não há pressão para mim”.
“É aquilo que nós sabemos: ‘Pressão é um privilégio', a mesma história de sempre”, destacou ela citando a célebre frase da ex-número 1 do mundo Billie Jean King. “É simples assim, e tento me lembrar disso nos grandes momentos, e tento me lembrar de que só jogo para mim. Sabe, não sinto mais necessidade de provar nada a ninguém. Meu namorado sempre me diz isso”, completou ela sendo interrompida pela entrevistadora que cometou que o namorado da alemã “parece ser um cara legal” e contou com a concordância da tenista.
“Todas as garotas que aqui estão são perfeccionistas e, às vezes, isso atrapalha porque você quer sempre mais e fica meio ganancioso para conseguir mais. É a mesma coisa na vida. Sempre queremos mais, certo? Mas, às vezes, é importante lembrar a essência do porquê você está fazendo algo e, quando se trata de: “Estou jogando por mim', toda a pressão desaparece, porque eu sei o que posso fazer e também sei o que não posso fazer. E se eu me sair bem, eu ganho. Se não, eu perco. E, no final, continuo a mesma pessoa. Então, se eu chegar a essa essência, eu jogo o meu melhor tênis”, explicou.
Laura foi questionada sobre porque utiliza duas raquetes em jogo, uma para devolver saque e outra para sacar e explicou sua lógica: “Acho que isso é algo que só eu entendo. Mesmo se eu explicasse para você, provavelmente todo mundo perguntaria: “O que ela quis dizer?”. Então, eu sei que é um pouco estranho e talvez às vezes leve muito tempo, mas tento ser rápida.
É muito difícil porque as condições quando você está treinando são muito diferentes do que quando você está aqui na quadra de jogo. E às vezes eu sinto que: ‘Ok, eu tenho raquetes diferentes. Preciso me ajustar'. Havia muito vento de um lado e do outro, nem tanto. Então, esse é o motivo. Mas, no final, encontrei o que eu gostaria”.









