O torcedor desavisado que não acompanha bem o circuito deve estar cuspindo marimbondo neste momento com mais uma derrota de João Fonseca, mas é um verdadeiro exagero.
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A derrota do brasileiro, dada as circunstâncias, é perfeitamente normal. Não é passar pano. É trabalhar com a realidade.
Alejandro Tabilo é 71 do mundo, mas frequentou o top 20, tem títulos de ATP, tem DUAS vitórias contra Djokovic no saibro. É um jogador de qualidade e vinha com uma vitória no torneio contra o campeão de 2024 e jogador da casa, Facundo Diaz Acosta.
Enquanto isso, Fonseca vinha com uma partida em 2026, sem ritmo, sem confiança. Bem diferente de 2025 quando já carregava título de Camberra, quali furado, vitória sobre Andrey Rublev e aparentemente nenhuma lesão crônica incomodando. Chegou sim gripado no torneio, contou com uma sorte da programação empurrar seu jogo para um dia depois lhe dando um dia a mais de treino e a bagagem de vitórias anteriores pesa a favor, algo que ainda não tem para esta nova temporada.
A falta de ritmo foi notada logo nos primeiros games. Depois João foi entrando aos poucos no jogo, fez um bom segundo set, recuperou-se no terceiro e faltou confiança no final da partida. Cometeu erros bobos diante de um rival super competente e experiente.
O resultado e o cenário do jogo são absolutamente normais. Nada a se desesperar, apenas ver com esperança dele ter adquirido um bom ritmo que precisava de olho no Rio Open e na sequência a seguir.
Outro lado positivo é que terá quatro, cinco dias de treino na capital carioca para chegar bem preparado. Vai ter que driblar as expectativas do torneio em cima do atleta. Sem Musetti, sem Monfils, Berrettini em baixa, nenhum top 10, a esperança do evento e da torcida é toda em cima dele. Uma derrota na estreia o baque será grande.
Esperado
Na quinta-feira passada fomos convidados para uma coletiva de imprensa com João e era nítido o semblante do brasileiro sem tanta confiança. Bati um papo rápido com seu treinador Gui Teixeira que foi muito solícito e igual o objetivo de Buenos Aires era pegar ritmo. Ao meu modo de ver o objetivo foi cumprido. Claro, ele não quer perder na estreia. Ninguém quer. Mas foram quase duas horas e meia e alguns bons momentos.
A notícia ruim
De fato a notícia ruim é o ranking. Cairá pelo menos para o 37º do mundo e se afasta da zona de cabeças de chave para Indian Wells e Miami. Agora, se jogar muito bem e for longe no Rio de Janeiro pode recuperar e até voltar ao top 30.








