Samuel López, treinador do número 1 do mundo, Carlos Alcaraz, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol Aquí e falou abertamente sobre a escolha de permanecer ao lado de Alcaraz com a saída de Juan Carlos Ferrero, e dos objetivos que tem ao lado do pupilo.
Samuel López construiu a maior parte da sua carreira como treinador da Equilite Academia de Ferrero, onde teve seus jogadores mais destacados, o próprio Alcaraz, Pablo Carreño Busta e Nicolás Almagro, e, por isso, sua permanência com Alcaraz, dada a saída de Ferrero, causou estranheza.
“Após trinta anos como treinador, e com a minha paixão pelo que faço ainda intacta, esta foi uma oportunidade única. Já fazia parte do projeto no ano passado, mas agora assumia a principal responsabilidade”, iniciou López ao ser questionado sobre porque aceitou o convite de Alcaraz.
“Treinar um número um do mundo que está a fazer história no ténis é algo que talvez só aconteça uma vez na vida. Não tive dúvidas; sinto-me preparado e conheço bem o jogador. Sei do que ele precisa para continuar a progredir, e foi isso que me motivou a aceitar”, completou.
López também comentou quais são os objetivos dele e da equipe para a temporada 2026: “O principal objetivo é manter a motivação e aproveitar o processo. De fora, tudo parece simples, mas a agenda envolve muita pressão, viagens e exigências. Queremos uma equipe unida, com boa comunicação e um ambiente onde todos possam se expressar”.
“Competitivamente, o objetivo é chegar em ótimas condições para os principais torneios, especialmente os Masters 1000 e os eventos do Grand Slam. Nosso trabalho é preparar o jogador para que ele tenha uma chance real de vencê-los; o resultado dependerá de muitos fatores”, completou.
Perguntado sobre um sonho para o ano, López sonhou alto, mas possível em sua visão: “Sonhar é legítimo, desde que sejamos realistas. Carlos já mostrou que consegue vencer vários Grand Slams em um ano, então o sonho seria conquistar os quatro”.
“É ambicioso, mas possível. Acima de tudo, queremos chegar aos torneios principais em ótima forma e competir por eles. Com sorte, poderemos adicionar mais títulos importantes; e se conseguirmos vencer os quatro, melhor ainda”, completou.
Ainda no decorrer da entrevista, Samuel López afirmou que os dois treinadores com quem mais aprendeu e trocou na carreira foram Antonio Martinez, mentor de Ferrero como jogador dos 11 anos até a aposentadoria do tênis aos 32, e o próprio Juan Carlos.









