Em entrevista durante sua preparação para a disputa do WTA 1000 de Roma (ITA), Aryna Sabalenka comentou sobre o momento conturbado entre os tenistas de elite e os Grand Slams.
A principal discussão é sobre a premiação aos atletas. Um grupo formado por tenistas de elite da ATP e da WTA defende que o repasse de valores aos jogadores não é adequado e estaria muito abaixo do que poderia, já que representa uma parcela pequena dos lucros obtidos pelos quatro maiores torneios do mundo: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open.
“Quando você se dá conta dos números que eles geram e vê o que os jogadores recebem… Acho que somos nós que fazemos o espetáculo acontecer. Sinto que sem nós não haveria torneio, não haveria entretenimento. Acho, sem dúvida, que merecemos receber uma porcentagem maior. Só espero que, com todas as negociações que estamos tendo, em algum momento cheguemos à decisão certa, a uma conclusão que agrade a todos. Acho que em algum momento, talvez, boicotemos os Grand Slams, sim. Sinto que essa é a única maneira que temos de lutar pelos nossos direitos, não há outra forma”, disparou.
“Estou tentando não pensar demais nisso porque agora estamos dando tudo de nós, fazendo o que podemos. Vamos ver até onde podemos chegar, se será necessário que as jogadoras entrem em boicote. Hoje, acho que nós, as meninas, podemos nos unir, nos apoiar e nos comprometer com tudo isso, porque estamos vendo coisas muito injustas com as jogadoras. Em algum momento, acho que chegaremos a esse ponto“, seguiu a número 1 do mundo.









