Número 1 do mundo e vencedora de quatro títulos de Grand Slam, Aryna Sabalenka fez duras críticas ao calendário e obrigações impostas pela WTA, a Associação das Tenistas Profissionais.
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As palavras vieram após o triunfo de oitavas de final no torneio 500 de Brisbane por um duplo 6/3 contra a romena Sorana Cirstea.
“A temporada está uma loucura, e isso não é bom para nós, já que vemos tantas jogadoras se lesionando. As bolas também estão muito pesadas, então todas têm suas próprias dificuldades. Quando a Serena fez isso, as regras eram diferentes. Agora o calendário está mais pesado. Este ano, fui penalizada com a perda de pontos no ranking por não jogar torneios WTA 500 suficientes, assim como a Iga. Se você joga sete torneios e ganha todos, é fantástico, mas não dá para prever isso”, começou dizendo a líder da tabela.
“Hoje, as regras são complicadas com os torneios obrigatórios, por isso acabo pulando alguns torneios de duplas para preservar meu corpo. Mesmo que meus resultados tenham sido bastante consistentes, houve torneios em que joguei doente ou exausta por jogar demais. Nesta temporada, vamos tentar administrar melhor, mesmo que eu seja multada no final. Não dá para pular os torneios WTA 1000; isso complica tudo. O que eles estão fazendo é uma loucura. O circuito está protegendo seus próprios interesses, mas não está focado em nos proteger.”
Sobre a vitória contra Cirstea, ela destacou: “Foi uma ótima partida. Ela jogou muito bem, pressionando bastante o tempo todo. Estou feliz por ter me mantido concentrada do início ao fim. A Sorana é uma jogadora que pode reagir a qualquer momento, então você precisa se manter muito concentrada. Acho que me saí muito bem hoje.”
“No início da partida, tive um pouco de dificuldade com o ritmo. Estava tentando encontrar o ritmo e a abordagem certos, só isso. Acho que depois de alguns games comecei a jogar um pouco melhor e, a partir daí, meu nível foi melhorando, mas nunca me senti frustrada com nada. Eu só estava tentando encontrar meu jogo para esta partida.”
A jogadora ainda acredita estar longe de seu melhor nível: “Sempre há espaço para melhorias, e definitivamente não estou no meu melhor agora. Para ser honesta, acho que houve apenas uma partida na Austrália em que realmente joguei um tênis incrível, em que mostrei meu nível mais alto. No restante das partidas, lidei com diferentes problemas que não estavam funcionando na quadra, superando muitas adversidades. Para mim, o foco é sempre o mesmo: melhorar meu jogo. Quero entrar em quadra e experimentar coisas novas, ser um jogador melhor do que fui da última vez.”









