Após garantir vaga na final do Australian Open pela quarta vez consecutiva, Aryna Sabalenka, número 1 do mundo, disse chegar com uma mentalidade diferente para encarar a cazaque Elena Rybakina no sábado.
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Ela passou com facilidade pela ucraniana Elina Svitolina na semifinal desta quinta-feira. A jogadora não quer se comparar com a tenista que era do passado.
“Não gosto de me comparar, nem mesmo com ontem. Acho que não é algo positivo. Acredito que o importante é entrar em quadra e dar tudo de mim com o que tenho hoje. Sempre que olho para trás e vejo momentos em que joguei bem, tento replicar aquela forma, e isso não é bom. Estou feliz com meu tênis. Sinto que tudo em que trabalhei durante a pré-temporada está dando resultado. Estou feliz com isso e estou encarando um dia de cada vez.”
Sabalenka tentará seu quinto Slam no que será sua oitava final. Ela perdeu a decisão do ano passado em Melbourne, de Roland Garros e uma outra no US Open em 2023: “Sei o que deu errado em todas as finais que joguei e perdi, e diria que o ano passado foi um período de muitas lições, muitas coisas para aprender sobre mim mesma, e isso definitivamente não vai acontecer novamente nesta temporada. É simplesmente uma mentalidade diferente que vou tentar ter em cada final que jogar. Agora minha mentalidade é: estou pronta para fazer o que for preciso, o que quer que aconteça naquela final, estou pronta para entrar em quadra e lutar com o que tenho e dar tudo de mim. Acho que quando estou com essa mentalidade, jogo meu melhor tênis, estou presente, lutando, e aproveito minhas chances. Então, essa é a minha abordagem para as finais desta temporada”.
No começo do jogo, no quarto game, um lance inusitado na partida. Ela foi punida por hindrance por um grito alto após bater na bola e perdeu o ponto. A jogadora contestou a árbitra e comentou na entrevista: “Nunca me aconteceu nada parecido, principalmente com o meu grito. Foi muito estranho. A bola estava indo fundo, e era uma questão de tempo. Quando ele marcou a falta, eu pensei: ‘O quê? Qual é o seu problema?' Mas isso me ajudou; joguei de forma mais agressiva e beneficiou meu jogo. Acho que foi uma marcação errada, mas tudo bem. Na verdade, me ajudou e beneficiou meu jogo. Fiquei mais agressiva. Não gostei da marcação, e isso realmente me ajudou a vencer aquele game. Se é algo que não está sob meu controle, não me importo. Acho que essa é a abordagem certa para esse tipo de situação.”
A final vai repetir 2023 quando Aryna bateu Rybakina. E a bielorrussa comenta: “Seus golpes são potentes, profundos e planos. Não é fácil lidar com isso, mas sim, temos uma grande história. Ela é uma jogadora incrível. Tivemos muitas batalhas memoráveis e muitas finais. Ela e eu somos jogadoras diferentes da que éramos na final de 2023. Passamos por coisas diferentes, estamos mais fortes mental e fisicamente, e jogamos um tênis melhor agora. Vou encarar esta partida como algo completamente diferente.”
A líder do ranking foi perguntada sobre o não aperto de mão de Svitolina ao término do encontro: “Não me concentro nisso. Ela faz isso há tanto tempo que, bem, não é nada… é a decisão dela, e eu a respeito. Digo isso agora e na entrevista na quadra, e acho que ela sabe que a respeito como jogadora. Sei que ela me respeita como jogadora. Isso é tudo o que importa para mim. Quanto à falta de aperto de mão, é a decisão dela. Eu a respeito. Não disse nada depois do match point. Apenas agradeci ao árbitro, e foi só isso.”









